Estreito de Bab el-Mandeb: como o controle dos houthis pode paralisar rotas de petróleo e fertilizantes e impactar 1/4 da navegação mundial

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Entenda por que o Estreito de Bab el-Mandeb, alternativa ao Estreito de Ormuz, é vital para o comércio global e como ataques dos houthis ampliam os riscos

O estreito que liga o Oceano Índico ao Mar Vermelho voltou ao centro das atenções internacionais por causa de ataques que ameaçam rotas comerciais essenciais.

Ao mesmo tempo em que o Estreito de Ormuz permanece sensível, uma nova ameaça surge no corredor oposto, com potencial para elevar preços de energia e criar gargalos logísticos.

Os detalhes sobre a importância estratégica e os atores envolvidos foram debatidos em episódio recente do podcast O Assunto, conforme informação divulgada pelo g1

Por que o corredor é estratégico

O canal entre África e Ásia tem pouco mais de 30 km de largura, e serve como portão de entrada para o Canal de Suez, via crucial para o comércio entre Europa, Ásia e América.

Segundo dados citados no material, o local “é a rota de mais 12% do petróleo global, mais de 20% das exportações de fertilizante e, de acordo com a Organização Marítima Internacional, de um quarto de toda a navegação mundial”.

Em comparação, o outro ponto sensível do Golfo, o Estreito de Ormuz, foi descrito como passagem por onde “passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente”, o que mostra a escala dos riscos quando corredores marítimos essenciais são ameaçados.

Quem controla a costa e quais são os objetivos

O controle local está nas mãos dos houthis, descritos como um “grupo rebelde formado dentro do Iêmen”, que domina a capital e a costa do país.

Os houthis afirmaram ter realizado ataques com drones e mísseis de cruzeiro contra alvos em Israel, e são apontados como “aliados estratégicos do Irã” na escalada regional observada nos últimos meses.

O histórico de ações também preocupa, pois, conforme citado no conteúdo, “Houthis realizaram cerca de cem ataques no Estreito de Bab el-Mandeb entre 2023 e 2025”.

Consequências econômicas e logísticas

O fechamento parcial ou total do corredor pode elevar custos de transporte, pressionar preços de combustíveis e reduzir o fluxo de fertilizantes, com impacto direto em cadeias agrícolas globais.

Além disso, desvio de rotas para contornar bloqueios aumenta tempo de viagem e custos de seguro, afetando importadores e exportadores, especialmente na Europa, Ásia e África.

Analistas apontam que a combinação de ameaças no Ormuz e em Bab el-Mandeb amplia a vulnerabilidade do sistema logístico global e pode provocar repercussões macroeconômicas, a depender da intensidade e da duração dos ataques.

Contexto político e reposta internacional

No episódio citado, especialistas discutiram também a ofensiva de Israel no Líbano e as pressões internas nos Estados Unidos, com menções às declarações de lideranças sobre negociações e ameaças, refletindo a complexidade política que envolve as ações no mar.

O cenário exige monitoramento constante das rotas, coordenação entre marinhas e decisões diplomáticas para evitar que um gargalo local gere efeitos em cadeia na economia global.

Fontes e dados citados neste texto foram apresentados no conteúdo do g1, usado como base para a apuração.

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