Na escalada entre EUA, Israel e Irã, as armas da guerra do Irã mostraram capacidade de penetração subterrânea, saturação por drones e impacto estratégico nas defesas da região
O conflito recente no Oriente Médio colocou no centro do palco uma variedade de armamentos, desde bombas de precisão a drones em enxame, que testaram capacidades e limites das defesas regionais.
Armas de diferentes origens e tecnologias foram empregadas em ataques e contra-ataques, afetando países vizinhos e rotas estratégicas, e forçando o uso de sistemas de alto custo para interceptação.
Os principais detalhes sobre esses armamentos e seu efeito no campo de batalha seguem a seguir, conforme informação divulgada pelo g1
GBU-72, a superbomba para alvos subterrâneos
O armamento usado pelos Estados Unidos para atingir instalações profundamente protegidas é a GBU-72, conhecida como bomba antibunker, que pesa 2.300 kg e detona apenas ao alcançar o alvo, penetrando camadas espessas de concreto.
Projetada para reduzir danos colaterais e concentrar a força de destruição em profundidade, a munição usa o kit de orientação Joint Direct Attack Munition, JDAM, que converte bombas em munições guiadas por GPS, aumentando a precisão em todos os climas, conforme informação divulgada pelo g1
B-52, o bombardeiro de longa autonomia
O retorno do bombardeiro B-52 às operações revelou a intenção de projetar poder e a percepção de fragilidade das defesas aéreas adversárias, já que a aeronave não é tão ágil quanto caças e fica mais vulnerável a sistemas antiaéreos.
Fabricado pela Boeing, o B-52 tem capacidade para transportar até 32 toneladas de armamentos, incluindo bombas e mísseis, pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer, e teve 744 unidades produzidas, com a última entregue em outubro de 1962, conforme informação divulgada pelo g1
Mísseis de fragmentação, alcance e risco de submunições
Os ataques que envolveram munições do tipo cluster, ou mísseis de fragmentação, ampliaram o impacto sobre áreas extensas, já que essas armas se abrem no ar e liberam várias submunições sobre um território.
Além do efeito imediato, o problema persistente é que muitas submunições podem não explodir no momento do impacto e permanecem ativas no solo, funcionando como minas, o que significa risco para civis anos após o fim dos combates, conforme informação divulgada pelo g1
Shahed-136, o drone barato e mortal em enxames
O Shahed-136 se tornou um trunfo estratégico por ser barato e fácil de produzir, capaz de atingir data centers, infraestrutura energética, aeroportos e bases navais, e por ser disparado em grande número para saturar defesas.
Com apenas 3,5 metros de comprimento, os drones podem ser montados em poucas horas e lançados a partir de estruturas simples. Em duas semanas de trocas de ataques, mais de mil aeronaves desse tipo já haviam sido lançadas pelo Irã, conforme informação divulgada pelo g1
O custo é um fator central da estratégia, já que, segundo dados citados, um drone Shahed custa entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, enquanto o disparo de um míssil de defesa pode variar entre US$ 1,3 milhão e US$ 4 milhões, e cálculos da agência Reuters mostram que o custo de apenas um míssil Patriot seria suficiente para financiar ao menos 115 drones, conforme informação divulgada pelo g1
Impacto estratégico e lições operacionais
O uso combinado de superbombas, bombardeiros de longo alcance, mísseis de fragmentação e drones em enxame obrigou potências a repensar prioridades, logística e custo-efetividade de defesa, confrontando capacidade de ataque com o preço de interceptação.
Defesas modernas exigem integração entre detecção, interceptação e resiliência de infraestrutura, e o conflito mostrou que alternativas de baixo custo, como enxames de drones, podem consumir recursos desproporcionais para serem contidas.
As informações técnicas e os números citados ao longo do texto foram retirados de reportagens e dados compilados, conforme informação divulgada pelo g1
