Assinatura por US$ 2 por mês permite ver stories de forma anônima, criar listas de audiência ilimitadas e estender a duração de publicações por mais 24 horas
A Meta está testando um novo plano pago no Instagram que inclui a possibilidade de ver stories de forma anônima, com intenção de criar fontes adicionais de receita para a plataforma.
O teste, segundo reportagens, acontece no Japão, no México e nas Filipinas, e a assinatura custa US$ 2 por mês nesses mercados.
As informações presentes neste texto estão consolidadas a partir de reportagens e notas públicas, conforme informação divulgada pelo g1
Como funciona a visualização anônima de stories
O recurso de visualização anônima de stories permitiria que assinantes vissem publicações que normalmente desaparecem após 24 horas sem que o autor recebesse notificação de quem visualizou.
Além disso, o plano daria aos assinantes mais controle sobre quem vê o conteúdo que eles compartilham, com listas de audiência personalizadas e ilimitadas, segundo apurações.
Recursos extras e limites anunciados
Entre os benefícios exclusivos divulgados estão a criação de listas de audiência sem limite e a extensão da duração de um story por mais 24 horas, funções centradas em melhorar o controle e a privacidade do assinante.
Essas mudanças focam no uso do recurso stories do Instagram, que já é uma peça central do engajamento na plataforma, e podem atrair usuários que buscam mais privacidade e flexibilidade.
Preços, contexto internacional e versão sem anúncios
O teste por US$ 2 por mês ocorre em mercados selecionados, e chega depois da Meta lançar versões pagas sem anúncios do Facebook e do Instagram no Reino Unido em outubro de 2025.
Na oferta britânica, a assinatura custa 2,99 libras por mês na web, ou 3,99 libras por mês nas versões para Android e iOS, e para remover anúncios de perfis vinculados há outra taxa de 2 libras na web ou 3 libras no Android e iOS, o que foi informado pela empresa à época.
Concorrência, números e impacto para criadores
Outras plataformas já oferecem planos pagos há anos, como o Snapchat e o X, e a Snap informou ter 25 milhões de assinantes em seu plano premium, estando a caminho de alcançar 1 bilhão de dólares (5,24 bilhões de reais) em receita anual.
Os criadores no Instagram também já podem cobrar por acesso exclusivo a conteúdo, então a nova assinatura pode ser mais uma opção de monetização, além de representar uma alternativa para usuários que preferem pagar por privacidade.
Posicionamento da Meta sobre anúncios e privacidade
A Meta afirmou que, no Reino Unido, a versão paga sem anúncios foi oferecida para cumprir regras do órgão regulador de proteção de dados, e que usuários pagantes não terão seus dados usados para anúncios personalizados.
A empresa declarou, na cobertura sobre o tema, “Continuamos acreditando em uma internet sustentada por anúncios, que garante acesso gratuito a produtos e serviços personalizados para todos“, e mantém a versão gratuita com publicidade baseada na atividade dos usuários.
Os testes atuais no Instagram serão observados de perto para avaliar adesão, impacto na receita e possíveis ajustes, enquanto a Meta expande opções pagas para diferentes mercados.
