Encanadora espacial Christina Koch detalha falha no banheiro da Artemis II, reparo do UWMS, uso de contingência e injeção translunar rumo à Lua

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Em vídeo divulgado pela NASA, a astronauta conta como identificou a luz de falha no UWMS e seguiu orientações de Houston para restaurar o ventilador, enquanto a Orion se prepara para a etapa translunar

Em um vídeo divulgado pela agência, a tripulação da Artemis II aparece flutuando dentro da cápsula Orion após a nave deixar a órbita da Terra em direção à Lua.

No registro, a astronauta Christina Koch assumiu o papel de reparadora do sistema sanitário da cápsula e falou com bom humor sobre a operação, usando o apelido que virou manchete entre fãs e colegas.

Segundo a equipe, houve uma luz de falha no painel indicando problema no Universal Waste Management System, o sistema responsável por coletar e armazenar urina e fezes a bordo, e a situação foi tratada com procedimentos remotos e diagnósticos conduzidos em conjunto com o controle em Houston, conforme informação divulgada pelo g1.

O que acionou o alerta a bordo

Pouco antes de uma das manobras orbitais iniciais, os sensores apontaram uma falha de controle associada ao UWMS. A equipe em solo analisou dados em tempo real e orientou a tripulação a executar procedimentos de diagnóstico.

Durante o período de instabilidade, a cápsula manteve alternativas previstas para emergências, incluindo bolsas especiais para coleta de urina, enquanto o sistema para resíduos sólidos continuou disponível.

Reparo e papel de Christina Koch

No vídeo, Christina Koch disse, em tom de brincadeira e orgulho, “Sou a encanadora espacial. Tenho orgulho de me chamar de encanadora espacial”. Ela seguiu as instruções enviadas pelo controle da missão e, após algumas horas, o ventilador voltou a operar normalmente.

A própria astronauta avaliou o problema como algo associado ao tempo de inatividade do equipamento, afirmando, “Foi apenas um problema, acho, por ter ficado parado por muito tempo e precisar de um tempo para aquecer, uma questão de preparação inicial”.

Contingência e segurança da tripulação

Enquanto o diagnóstico ocorria, a tripulação utilizou procedimentos de contingência previstos nos protocolos, com bolsas coletoras para urina e disponibilidade do sistema para resíduos sólidos.

O ventilador do UWMS é um componente essencial para aspirar resíduos em microgravidade, e o restabelecimento do seu funcionamento devolveu à equipe a normalidade nas operações sanitárias.

Impacto na missão e próximos passos

O incidente no sistema sanitário não impediu a realização da manobra decisiva para enviar a Orion rumo à Lua. A queima conhecida como injeção translunar foi concluída com sucesso, e o chefe da NASA declarou que a tripulação da Artemis II está oficialmente a caminho da Lua.

Logo após a operação, os astronautas relataram que estavam bem e animados com o avanço da missão. A nave já estava a cerca de 1.600 km da Terra, e o canadense Jeremy Hansen disse, “Estamos nos sentindo muito bem aqui, a caminho da Lua”.

No balanço, a solução rápida, a coordenação com o controle em Houston e o trabalho de Christina Koch, a “encanadora espacial“, evitaram que a falha escalasse e mantiveram a missão no cronograma previsto.

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