Governo de Anthony Albanese busca reduzir a exposição às apostas esportivas entre jovens e frear perdas, citando medidas que restringem horários, transmissões ao vivo e patrocínios
A Austrália anunciou novas regras para limitar a publicidade de apostas esportivas, em uma tentativa de reduzir a presença constante de propagandas em rádio e televisão.
O primeiro-ministro Anthony Albanese explicou que as mudanças equilibram o direito dos adultos de apostar, com a proteção de crianças e adolescentes contra a exposição excessiva.
As informações sobre as restrições foram divulgadas pelo governo, e os detalhes práticos das novas normas estão sendo explicados em pronunciamentos oficiais, conforme informação divulgada pelo g1
O que mudará na prática
As emissoras só poderão veicular três anúncios por hora de apostas esportivas no período entre 6h00 e 20h30, além de ficar expressamente determinado que propagandas serão proibidas em transmissões esportivas ao vivo durante esse intervalo.
As empresas de apostas também não poderão anunciar nos uniformes das equipes profissionais, uma mudança pensada para reduzir a normalização das apostas dentro do ambiente esportivo.
Por que o governo adotou a medida
Em seu discurso em Canberra, Anthony Albanese afirmou, “Estamos alcançando o equilíbrio adequado“, e acrescentou, “Permitir que os adultos façam uma aposta se assim desejarem, mas garantindo que nossos filhos não vejam apostas em todos os lugares para onde olhem“.
O governo citou também o impacto econômico e social das apostas, e entre os dados disponibilizados está que “Os australianos acumulam 17 bilhões de dólares (R$ 87 bilhões) em perdas anuais com esses jogos de azar, em uma população de 27 milhões.”
Reações e próximos passos
Grupos contrários às apostas pedem uma proibição total da publicidade, enquanto a indústria argumenta por medidas menos restritivas. A implementação dependerá de regulamentações detalhadas e da fiscalização das emissoras e patrocinadores.
As novas regras deverão ser acompanhadas de perto por entidades esportivas, legisladores e organizações de saúde pública, para avaliar se a redução da visibilidade das apostas esportivas terá efeito sobre os comportamentos de risco e as perdas financeiras.
