Afogamento no Parque da Matinha em Patrocínio: menino de 10 anos morre após nadar em área proibida, corpo encontrado submerso a 1,80 m e investigação segue

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Afogamento no Parque da Matinha reacende críticas sobre segurança, acesso e fiscalização, perícia aponta corpo submerso a cerca de 1,80 metro de profundidade e prefeitura fechou o local

Um menino de 10 anos morreu após se afogar em uma represa do Parque da Matinha, em Patrocínio. Testemunhas disseram que ele nadava com amigos em área não autorizada, e os colegas tentaram socorrê‑lo sem sucesso, antes de deixarem o local assustados.

A mãe relatou o desaparecimento do filho depois que ele saiu de casa sem avisar e passou a noite fora. Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas subaquáticas e localizaram o corpo ainda na tarde do mesmo dia.

Corpo de Eduardo Miguel Silva, de 10 anos, foi encontrado submerso a cerca de 1,80 metro de profundidade, e a investigação sobre as causas e circunstâncias do afogamento segue em andamento, conforme informação divulgada pelo g1.

O que as autoridades informaram

A delegada responsável, Patrícia Amaral de Oliveira, informou que a criança começou a se afogar e, apesar das tentativas de ajuda dos colegas, não conseguiu sair da água. Segundo a investigação inicial, os meninos saíram do parque sem avisar adultos, especialmente após perceberem a presença de uma viatura da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Transporte, Sestran.

O corpo foi encaminhado ao Posto Médico‑Legal para exames e, depois, liberado à funerária de plantão. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para o completo esclarecimento dos fatos.

Busca, acolhimento e impacto na comunidade

A mãe de Eduardo recebeu atendimento e acolhimento na delegacia, com apoio de profissionais da assistência social do município. A Prefeitura informou que prestou apoio à família desde o primeiro momento.

Alunos e professores da escola onde Eduardo estudava tiveram as atividades suspensas em respeito ao luto de amigos e familiares. O caso provocou comoção na cidade e levantou questionamentos sobre segurança em áreas com represas e lagos.

Posição da Prefeitura e questão das barreiras

Ao ser questionada sobre a ausência de grades ou barreiras que impeçam o acesso, a administração municipal afirmou que a prática de banho e natação na lagoa do Parque da Matinha não é autorizada. Em nota, a Prefeitura declarou também, “A prática de banho e natação na lagoa do Parque da Matinha não é autorizada. O parque conta com porteiro e guarda, além de fiscalização realizada pela Sestran. O acesso ao parque é delimitado por alambrado.”

A Prefeitura informou que, após o ocorrido, a área do parque foi fechada por tempo indeterminado e que aguarda a conclusão das investigações para a adoção das providências cabíveis.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil e peritos técnicos trabalham para fechar o laudo que esclareça as circunstâncias do acidente. As autoridades disseram que seguem apurando se houve falha na fiscalização, ingresso irregular no local ou outras causas que tenham contribuído para o afogamento.

Enquanto isso, dirigentes comunitários e moradores cobram medidas objetivas, como maior vigilância, sinalização e barreiras físicas, para evitar novos episódios trágicos em locais com espelhos d’água, e familiares aguardam respostas sobre a fatalidade.

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