Vitrines quebradas a pedradas em Araraquara: três furtos em 5 dias deixam lojistas sem estoque e aumentam cobrança por segurança

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Em Araraquara, criminosos usam pedras para quebrar vitrines e furtar roupas, produtos pets e eletrônicos, gerando prejuízo e apreensão entre comerciantes

Três estabelecimentos tiveram as vitrines destruídas a pedradas em um intervalo de cinco dias, e empresários relatam sensação de desamparo e prejuízo financeiro.

As ações, registradas por câmeras de segurança, mostram a rapidez com que o agente rompe os vidros e leva mercadorias, em alguns casos usando bicicleta para fuga.

As ocorrências ocorreram em bairros diferentes de Araraquara, e estão sendo investigadas pela polícia, conforme informação divulgada pelo g1

Como ocorreram os crimes

As imagens captadas pelas câmeras mostram métodos semelhantes, com uso de pedras para quebrar as vitrines. Em um dos casos, o criminoso chega empurrando uma bicicleta, deixa o veículo no chão, arremessa pedras contra o vidro, e depois de conseguir romper o painel, pega várias peças de roupa e foge na bicicleta.

Em outra ação, uma única pedra foi suficiente para estourar a vitrine, o suspeito entrou à pé, arremessou e, em cerca de 40 segundos, levou roupas e uma impressora. Em uma loja de artigos para animais, o invasor levou coleiras, brinquedos, roupas e ainda um notebook, saindo com grande quantidade de itens e precisando parar para ajeitar a carga furtada.

Relatos dos comerciantes e impacto

A proprietária de uma das lojas afetadas descreveu a frustração por perder peças que seriam lançadas no dia seguinte. Ela relatou que recebeu o alerta pelo celular às 4h59, no exato momento em que o criminoso estava dentro do estabelecimento, e afirmou, “Exato momento em que ele estava aqui dentro. A equipe chegou em 1 minuto, a polícia também chegou antes que eu, mas mesmo assim não conseguiram identificar ele aqui no bairro”.

Sobre o sentimento após o crime, ela disse, “Eu não fui a última, não fui a primeira, e tenho certeza que muita gente ainda vai ser vítima enquanto não parar esse indivíduo porque, pelas imagens, parece ser o mesmo”.

As sócias de uma clínica de fisioterapia e loja de artigos pets relataram que “não sobrou nada” no mostruário, e destacaram o prejuízo financeiro e emocional. “A gente viu aqui dentro quatro pedras. Foi grande o prejuízo e o problema é que essas pessoas roubam porque tem pessoas que compram né?”, afirmou Maria Miranda Cândido.

Naiara Miranda Candido Gentil resumiu o impacto prático do furto, “Ele conseguiu levar muita coisa, a loja está vazia”. Ela também descreveu a sensação de insegurança entre as comerciantes, “A gente está inseguro, a gente tirou tudo daqui, nós não conseguimos mais confiar que a qualquer momento isso não possa acontecer de novo porque não temos garantia. A pessoa não foi capturada, as coisas não voltaram, então é muito triste”.

Investigação e posicionamento da segurança pública

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado afirmou que Araraquara é monitorada e que há planejamento operacional conforme análise dos indicadores criminais. A pasta relatou, “queda nos índices, com redução de 11,72% nos furtos, em comparação ao mesmo mês do ano anterior.”

O órgão também informou que “124 criminosos foram presos ou apreendidos e sete armas retiradas de circulação.” As ocorrências estão sob investigação da Central de Polícia Judiciária, e a equipe realiza diligências para identificar e prender os autores.

A SSP-SP destacou ainda que, “Até o momento, não há indícios de relação entre as ocorrências.” Mesmo com as apurações em andamento, comerciantes pedem resposta rápida e medidas que aumentem a proteção, como rondas mais frequentes, melhor iluminação e maior presença policial preventiva.

O que muda para os lojistas

Além do prejuízo imediato com mercadorias e equipamentos, empresários relatam perdas intangíveis, como a quebra de confiança e o adiamento de lançamentos de produtos. Muitos dizem que passaram a retirar mostruário e mercadorias das vitrines para reduzir riscos.

As imagens das câmeras seguem sendo utilizadas como principal pista para a investigação, e vizinhos e comerciantes têm colaborado com informações. Enquanto as diligências prosseguem, a sensação entre quem trabalha no comércio local é de vigilância constante e expectativa por medidas que devolvam segurança às ruas e aos estabelecimentos.

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