TCU investiga uso da máquina pública em desfile que homenageou Lula, requisita relação de servidores, custos e justificativa sobre apoio ao carro ‘Amigos do Lula’

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Tribunal de Contas da União exige nome, funções e custos de servidores deslocados, além de explicação normativa sobre eventual apoio do cerimonial à escola de samba

O Tribunal de Contas da União abriu investigação para apurar um possível uso de recursos e estrutura do governo federal no desfile da Acadêmicos de Niterói, que fez homenagem ao presidente Lula.

A investigação foi motivada por uma representação de parlamentares do partido Novo, que pediram verificação de eventual irregularidade na organização do carro alegórico intitulado ‘Amigos do Lula’.

Segundo a apuração, a primeira-dama Janja da Silva estava prevista como destaque do carro, mas não chegou a desfilar, enquanto o presidente Lula e membros do governo acompanharam a apresentação em um camarote no Sambódromo.

conforme informação divulgada pelo g1

O que o TCU quer apurar

No despacho assinado em 24 de março, o ministro relator Augusto Nardes solicitou informações detalhadas ao governo federal sobre o evento.

Ele pediu a relação nominal de servidores deslocados para o evento, incluindo funções e período de deslocamento, os custos totais com diárias, passagens, hospedagem e horas extras, e que o governo se manifeste sobre a suposta utilização de servidores do cerimonial da Presidência da República para envio de convites, controle de lista de presença e coleta de medidas corporais para confecção de fantasias.

O TCU exigiu, ainda, que o Executivo esclareça, de forma fundamentada, qual o amparo normativo para práticas como as que foram descritas na representação, caso tenham ocorrido.

Acusações e termos centrais da representação

Os parlamentares do Novo alegaram possível ‘utilização da estrutura estatal para organização logística, articulação institucional e apoio material’ ao carro alegórico, apontando risco de desvio de finalidade e de uso indevido da máquina pública.

A investigação buscará verificar se houve, de fato, apoio institucional ou logístico por servidores e recursos públicos em favor de uma homenagem ao presidente.

Contexto sobre repasse de recursos e decisões anteriores

Em fevereiro, o então ministro Aroldo Cedraz rejeitou pedido cautelar que pretendia suspender o repasse de R$ 1 milhão da Embratur à Acadêmicos de Niterói.

Na decisão, Cedraz afirmou que ‘todas as escolas do o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro receberam a mesma quantia’, e que isso demonstra critério objetivo e isonômico na divisão dos recursos, sem indício de favorecimento à escola pela homenagem ao presidente.

Antes disso, um parecer da área técnica do TCU havia sugerido que o governo federal deixasse de pagar o valor de R$ 1 milhão previsto no acordo entre a Embratur e a Liesa, atendendo a pedido de seis deputados federais do partido Novo que alegaram desvio de finalidade.

Próximos passos e possíveis desdobramentos

Com a investigação em andamento, o TCU deve analisar os documentos e justificativas que o governo apresentar, e avaliar se houve irregularidade administrativa ou uso indevido de servidores e recursos.

Caso o tribunal identifique irregularidades, podem surgir determinações para ressarcimento de valores, responsabilização de gestores ou outras medidas administrativas previstas na legislação.

O processo seguirá o rito interno do TCU, e novas decisões sobre cautelares ou sobre a origem e destino dos recursos podem ser divulgadas à medida que a apuração avance.

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