Safra de caqui em SP avança com clima favorável, reforça tradição de famílias como Sakaguti em Piedade, amplia produção e atrai visitantes para turismo rural
A safra de caqui em SP começa a mostrar frutos mais carregados, com expectativa de produção maior em relação ao ano passado. Produtores do interior comemoram o clima favorável e preveem aumento na colheita.
Em várias propriedades, os galhos carregados já indicam uma colheita mais produtiva, e iniciativas de turismo rural unem renda e tradição familiar. O modelo de visitação, voltado para quem quer colher a fruta no pé, ganha força na região.
Nas próximas semanas, agricultores e visitantes vão acompanhar a colheita, os preços no mercado interno e as ações para manter as árvores produtivas por décadas. A safra de caqui em SP aparece como exemplo de adaptação entre técnica e cultura local.
Produção, estimativas e números
A safra promissora de caqui está em andamento no interior de São Paulo, impulsionada por condições climáticas favoráveis. Nas propriedades, a carga de frutos já é visível e reforça a expectativa de aumento no volume colhido.
Segundo o produtor Erik Sakaguti, a expectativa é colher 50 toneladas nesta safra, cerca de 20% a mais do que no ano anterior. Metade da produção nacional de caqui está concentrada no estado de São Paulo, o que torna o avanço da safra estadual relevante para o mercado interno.
O sítio dos Sakaguti, exemplo local, conta com aproximadamente 1 mil pés de caqui, sendo 90% da variedade Fuyu, e adota técnicas de manejo que estendem a vida produtiva das árvores, algumas chegando a produzir por quase 70 anos.
Colha e pague, turismo rural e tradição
Na propriedade dos Sakaguti, toda a produção é destinada ao evento “colha e pague”, organizado pela família e que já se tornou tradição. A expectativa é receber cerca de 10 mil visitantes, incluindo turistas de outras regiões e até do exterior, em uma combinação de lazer, cultura e consumo direto da fruta.
O formato de turismo rural fortalece a relação entre produção e comunidade, gerando renda extra para as famílias e oferecendo ao público a experiência de colher caqui no pé, aprender práticas tradicionais e conhecer histórias de imigração e persistência.
Pilar do Sul e o cenário entre produção e preço
Em outra propriedade da região, voltada ao mercado interno, a realidade é parecida em volume, mas diferente em preço. São seis hectares com cerca de 3 mil pés da variedade Fuyu, com boa carga de frutos, porém com valores comercializados inferiores aos do ano passado.
Produtores como Naomi Jojima, que alia a atividade rural à preservação da cultura japonesa local, seguem mantendo a produção enquanto buscam alternativas para agregar valor e enfrentar a queda de preços.
Técnicas de manejo e futuro da atividade
Práticas tradicionais e adaptações técnicas marcam a manutenção das plantações, com destaque para a lavagem anual dos pés para retirada de musgos, técnica de origem japonesa que ajuda a prolongar a vida útil das plantas.
Com a safra de caqui em SP ganhando tamanho e visibilidade, produtores estudam medidas para melhorar a comercialização, ampliar o turismo rural e garantir que a atividade siga como fonte de renda e preservação cultural nas próximas décadas.
