Investigação aponta que Jaqueline Schumann tentou simular morte acidental após o tiro que matou Valdir, com contradições no laudo e indícios de adulteração da cena do crime
A promotoria concluiu que a suspeita, identificada como Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, cometeu crime hediondo ao matar o marido durante uma discussão por conta do wi-fi, e que houve tentativa de adulterar a cena do crime.
Segundo as apurações, Valdir sofreu um tiro de espingarda e morreu, e a investigação descartou a versão inicial de acidente apresentada pela suspeita.
“Valdir morreu no dia 12 de março.” Inicialmente, Jaqueline afirmou que Valdir havia se ferido acidentalmente ao manusear a arma. Durante as investigações, familiares de Valdir procuraram a delegacia para denunciar a morte e contestar a primeira versão apresentada por Jaqueline, conforme informação divulgada pelo g1
O laudo pericial e as contradições
O laudo da Polícia Científica indicou que não havia sinais de disparo à curta distância, e os peritos observaram elementos que afastaram a hipótese de acidente.
Além disso, a perícia registrou que a vítima era destra e foi atingida no braço esquerdo, o que, segundo os investigadores, torna improvável que o tiro tenha ocorrido de forma acidental.
Os agentes apontaram que a suspeita ainda movimentou a arma, em tentativa de fingir disparo acidental, situação que, para o Ministério Público, caracteriza tentativa de adulteração da cena do crime.
Depoimentos e histórico do casal
Testemunhas relataram à polícia que o casal tinha brigas frequentes, e que a mulher era considerada agressiva no ambiente doméstico, informação que foi considerada no conjunto probatório.
Familiares procuraram a delegacia para contestar a versão inicial, o que levou a novas diligências e ao aprofundamento dos exames periciais.
Arma, causa da discussão e a versão policial
Segundo a polícia, homem foi morto por tiro de espingarda, e os elementos colhidos pela investigação fizeram com que a hipótese de acidente fosse descartada.
Os investigadores também registraram movimentações da arma pela suspeita, o que levou a Polícia Civil e ao Ministério Público a considerarem que houve tentativa de simular um disparo acidental.
Defesa da suspeita e próximos passos
A defesa de Jaqueline afirma que prisão é precipitada e questiona a denúncia, e já sinalizou que irá apresentar argumentos em juízo contra a tipificação feita pelo Ministério Público.
Com a denúncia oferecida, o caso seguirá para análise judicial, onde o juiz avaliará as provas e decidirá sobre a continuidade da ação penal, enquanto a investigação pode prosseguir com novas diligências e oitivas.