Segundo álbum de Jáder, Deixa o mundo acabar, chega em 9 de abril e amplia a sonoridade do cantor do galope e xote ao funk e pagode, com participações e gravações entre Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo
Em 9 de abril, o cantor e compositor pernambucano Jáder lança o segundo álbum da carreira, Deixa o mundo acabar, marcado por uma ampliação do seu eixo estético.
O disco reúne onze faixas que transitam entre ritmos do Nordeste, como galope e xote, e estilos urbanos, como funk e pagode, além de incursões por rock e bachata.
O trabalho foi produzido por Barro e Guilherme Assis, e traz parcerias que ampliam a paleta sonora do artista.
conforme informação divulgada pelo g1
Uma linguagem mais ampla, com liberdade de experimentar
Nascido Jáder Cabral de Mello no Recife, Jáder explora no novo álbum uma vontade clara de diversidade, ao extrapolar os gêneros tradicionais do seu estado natal, incluindo o brega, e se permitir misturas inesperadas. Em suas palavras, “Eu queria de tudo um pouco e decidi me permitir”, frase que resume a proposta do disco.
A presença de elementos do funk e do pagode, ao lado de gêneros nordestinos, mostra um artista buscando diálogo entre origens e influências urbanas, em arranjos que variam do mais dançante ao mais sentimental.
Faixas, participações e destaques do repertório
O álbum traz faixas autorais como “Enigma”, “Mormaço”, “Ralado”, “Sem você” e “Tô de volta”. A música-título, “Deixa o mundo acabar”, mantém a cadência do galope, enquanto “Pessoa preferida” conta com a participação de Mariana Aydar, e tem o toque da sanfona de Karol Maciel.
Para sua primeira incursão no universo do pagode, Jáder convidou Joyce Alane para dividir os vocais em “Fica comigo”. Entre os singles que antecederam o lançamento estão “Xêro” (2025), “Volta” (2026), gravada com Jaloo, e “No mar” (2026), parceria com Totô de Babalong, que flerta com batidas de funk.
Processo de gravação e roteiro geográfico
O álbum foi gravado de maio de 2025 a fevereiro deste ano de 2026, entre estúdios de Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo, o que reforça a mistura de referências regionais e metropolitanas no registro.
A produção de Barro e Guilherme Assis assina a sonoridade que busca conciliar tradição e experimentação, com arranjos que dialogam com o universo do pop, do brega e das vertentes dançantes contemporâneas.
Contexto na carreira e expectativas
Quatro anos após o primeiro álbum, “Quem mandou chamar???” (2022), Jáder apresenta um projeto mais plural, que reflete mudanças pessoais, incluindo a mudança para São Paulo, e uma disposição em ampliar o público sem renegar as raízes.
Com lançamento programado para abril, Deixa o mundo acabar chega como um passo de afirmação de um artista que escolhe a experimentação e a colaboração para expandir seu repertório e seu público.
