domingo, abril 19, 2026

Grécia vai bloquear acesso de menores de 15 anos às redes sociais a partir de 2027 para proteger saúde mental

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Grécia anuncia proibição do uso de redes sociais para menores de 15 anos e quer ampliar controle do tempo de tela para proteger jovens

A Grécia anunciou uma medida de proteção inédita para a saúde mental das crianças e adolescentes. A partir de 1º de janeiro de 2027, menores de 15 anos estarão proibidos de acessar redes sociais. A decisão, publicada pelo governo, tem como objetivo evitar o aumento da ansiedade e dos problemas de sono associados ao uso excessivo dessas plataformas.

Essa restrição segue preocupações crescentes sobre o efeito das redes sociais no bem-estar dos jovens, especialmente pelo design viciante dessas ferramentas digitais. O governo ressalta que a iniciativa está alinhada a um movimento global que busca criar regras mais rígidas para o uso das mídias sociais por crianças e adolescentes.

Além da proibição, o Executivo grego lançou plataformas digitais para controle dos pais com o intuito de limitar o tempo de tela entre jovens, bem como proibiu o uso de celulares dentro das escolas, ampliando a proteção no ambiente educacional. Essa nova abordagem visa estimular um uso mais saudável da internet e das redes sociais.

Fundamentos para a proibição e reação da sociedade

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, explicou que a proibição está baseada em pesquisas que vinculam o aumento da ansiedade, distúrbios do sono e comportamento viciante ao uso precoce de redes sociais. Segundo ele, a iniciativa ocorre após diálogos próximos com pais, que também manifestaram preocupação sobre o impacto dessas plataformas nos filhos.

Uma pesquisa de opinião divulgada em fevereiro indica que aproximadamente 80% dos cidadãos gregos aprovam a proibição. A ampla aceitação popular ajuda a impulsionar a implementação da medida, que já se destaca por sua vanguarda no cenário europeu.

Implicações para as plataformas digitais e fiscalização

Embora a Grécia ainda não possua mecanismos para obrigar as redes sociais a verificarem a idade dos usuários, o governo recomenda que as plataformas utilizem ferramentas já definidas pela União Europeia para essa verificação. A partir de 2027, as plataformas que não restringirem o acesso de menores estarão sujeitas a multas pesadas previstas na Lei de Serviços Digitais da UE, que podem chegar a até 6% do faturamento global.

Empresas como Meta, Snapchat e TikTok já manifestaram ceticismo quanto à eficácia dessas restrições, mas asseguraram o compromisso de ajustarem suas políticas para cumprir as novas regras. O governo grego também enfatiza a importância da colaboração dos pais nesse processo, incentivando a vigilância e orientação do uso das redes em casa.

Contexto internacional e tendência global

A decisão da Grécia ocorre pouco depois da Austrália se tornar o primeiro país a proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos, a partir de dezembro do ano passado. Essa iniciativa está inserida em uma onda global que questiona o impacto das mídias sociais na saúde mental e no desenvolvimento social dos jovens.

O governo grego anunciou também a intenção de pressionar outros membros da União Europeia a adotarem medidas semelhantes, sinalizando uma possível mudança ampla nas políticas digitais para crianças e adolescentes em todo o continente.

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