Dólar recua a R$ 5,17 com sinais de trégua no Irã, queda do petróleo e avanço do Ibovespa, entenda efeitos sobre diesel e mercados globais

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Dólar cai com perspectiva de desescalada do conflito no Irã, barril do Brent recua e Ibovespa sobe, pressão sobre preços de combustíveis e sinalizações de políticas fiscais

O dólar operava em queda na manhã desta quarta-feira, enquanto o principal índice da bolsa brasileira avançava, em reação a sinais de possível redução das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel.

O movimento nos mercados reflete, ao mesmo tempo, declarações de líderes sobre um possível fim das hostilidades e medidas domésticas para conter a alta dos combustíveis, com impacto direto nas importações de diesel.

Na véspera, a moeda americana recuou 1,31%, cotada a R$ 5,1787, Já o principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 2,71%, aos 187.462 pontos, conforme informação divulgada pelo g1.

Câmbio e bolsas, números do dia

Na sessão, o dólar operou com queda, recuando 0,26% por volta das 10h45, aos R$ 5,1651, enquanto o Ibovespa avançava 0,53% aos 188.467 pontos.

Dados de variação acumulada também mostram movimento recente no câmbio e na bolsa, com indicadores consolidados na semana, no mês e no ano.

💲Dólar
Acumulado da semana: -1,20%;Acumulado do mês: +0,87%;Acumulado do ano: -5,65%.

📈Ibovespa
Acumulado da semana: +3,25%;Acumulado do mês: -0,70%;Acumulado do ano: +16,35%.

Guerra no Irã, petróleo e sentimento global

O clima nos mercados globais segue influenciado pelos desdobramentos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, com sinais de possível redução das tensões sustentando otimismo e pressionando os preços do petróleo.

Os contratos do barril do Brent para junho caíam 2,37%, negociados a US$ 101,51, por volta do início das negociações, o que ajudou a aliviar a pressão sobre o dólar e a renda variável. Com informações da agência de notícias Reuters.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que o conflito com o Irã pode chegar ao fim em duas a três semanas, mesmo sem um acordo formal com Teerã, e disse que o país deixará o território persa “muito em breve”. As declarações alimentaram a leitura de que a escalada pode diminuir nos próximos dias.

Medidas no Brasil e impacto no diesel

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo fará esforços para evitar uma alta no preço do diesel, combustível que influencia o custo dos alimentos, e declarou que a guerra no Irã não pode prejudicar os brasileiros.

Para tentar segurar o preço do diesel, o governo federal e os estados anunciaram uma subvenção para importadores do combustível, O incentivo será de R$ 1,20 por litro importado, sendo metade bancada pela União e metade pelos estados.

Analistas apontam que a medida busca reduzir pressões inflacionárias domésticas e limitar impacto do preço do petróleo sobre a cadeia de custos, enquanto o mercado reage às perspectivas de menor tensão geopolítica.

Panorama final e expectativas

Com a possibilidade de desescalada no Oriente Médio, investidores monitoram indicadores econômicos, como dados de emprego nos EUA e índices PMI, além de acompanhar novos sinais diplomáticos que possam sustentar a queda do preço do petróleo.

O cenário combina vigilância sobre fatos externos, decisões internas sobre combustíveis e a resposta dos mercados, com o dólar sendo sensível a cada nova notícia que afete oferta de energia e sentimento global.

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