Manhã de Sexta-feira Santa teve distribuição de peixes em BH, com início às 7h30, pacotes de 2 kg e atendimento que durou cerca de duas horas e atraiu centenas
A ação solidária provocou uma fila que deu volta no quarteirão, enquanto moradores esperavam para receber os pacotes de peixe, respeitando a tradição religiosa da data.
O movimento reuniu pessoas de diferentes idades e mostrou como a distribuição de peixes em BH na Sexta-feira Santa se tornou um ponto de referência para a comunidade local.
Os dados e relatos sobre a iniciativa foram registrados em reportagem local, conforme informação divulgada pelo g1
Tradição e origem da iniciativa
O comerciante Afonso Teixeira, dono de uma peixaria na região, mantém a distribuição há três décadas, completando 33 anos em 2026. Segundo ele, a prática vem da infância, quando em áreas rurais era comum partilhar produtos que não eram vendidos, como o leite.
Afonso relatou, em suas palavras, “Aprendi desde criança a fazer essa ação e, ao longo da vida, fui percebendo que a caridade realmente é o caminho. Atuando no comércio, percebi que muitas pessoas não tinham condições de comprar o peixe para manter a tradição da data religiosa, o que me motivou começar essa distribuição”, relata Afonso.
Como foi a distribuição
A entrega começou às 7h30 e, conforme informação divulgada pela cobertura, durou cerca de duas horas. A cada pessoa era entregue um pacote com aproximadamente 2 kg de peixe, prática que se repete todos os anos na mesma data.
A organização fez com que o atendimento fluísse rapidamente, apesar do volume de pessoas, e voluntários e comerciantes ajudaram na separação e no embarque dos pacotes.
Reação da comunidade e significado
Moradores relataram satisfação por manter a tradição familiar sem gastar com a compra do peixe, e elogiaram a iniciativa como exemplo de solidariedade local. Para muitos, a ação garante a continuidade de costumes religiosos e alimentares na Semana Santa.
A distribuição de peixes em BH na Sexta-feira Santa, além de preservar um rito cultural, funciona como rede de apoio para quem enfrenta dificuldades econômicas, fortalecendo laços entre comerciantes e vizinhança.
