Cabra Guaraná: DJ do Distrito Federal viraliza com mashups improváveis, mistura Michael Jackson, piseiro e clássicos brasileiros e cria Baile da Cabra nacional

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Com quase 1,5 milhão de visualizações no YouTube e 154 mil seguidores no Instagram, Cabra Guaraná cria mexidões que misturam internacional e brasileiro

Cabra Guaraná virou referência por transformar encontros musicais em verdadeiras surpresas, ao apostar em mashups que unem Michael Jackson, piseiro e ritmos populares brasileiros.

O projeto, que começou em 2017, ganhou força na pandemia e passou a atrair público de várias capitais, a partir de remixes e sets publicados nas redes sociais.

No centro da proposta está a mistura improvável, uma escolha artística que virou marca, e que levou o DJ a montar seu próprio evento, o Baile da Cabra.

Identidade sonora e regra fixa

O diferencial de Cabra Guaraná vem da ousadia em criar colagens sonoras, com uma regra clara, “Eu nunca misturo duas músicas gringas. Sempre tem que ter uma brasileira. Acho que depois que comecei a fazer mashup, eu fiquei até mais brasileiro.”

Ele resume a estética em uma frase direta, “Eu gosto de ser não óbvio. Tem coisas que muitas pessoas já fizeram, então quando começa a ficar óbvio, eu paro tudo e começo de novo”, explica sobre o processo de busca por combinações inesperadas.

Trajetória, técnica e explosão nas redes

Formado em engenharia, o produtor cresceu entre Samambaia e Taguatinga, no Distrito Federal, e lançou o projeto em 2017. Em 2018 passou a tocar sozinho e, durante a pandemia, adotou a estratégia de publicar um remix por semana.

“Era para divulgar minhas músicas autorais, mas aí os remixes começaram a rodar. DJs do Brasil inteiro tocavam minhas músicas antes mesmo de saber quem eu era”, conta o DJ, que hoje soma quase 1,5 milhão de visualizações no YouTube, mais de 39 mil ouvintes mensais no Spotify e 154 mil seguidores no Instagram.

Mashups que viralizaram e o estilo de pista

Nos sets não há limites, desde clássicos internacionais até ritmos do Brasil, com destaque para sequências que circulam rápido nas redes. Entre os mexidões favoritos estão combinações como Chico Science, Nação Zumbi e Bad Bunny; uma série com a música da série infantil Cocoricó; “Chorei na Vaquejada” com “Better Off Alone”; Banda Calypso com Linkin Park; Michael Jackson com Filho do Piseiro; e Racionais MC’s com Djavan.

O efeito no público é imediato, e o DJ descreve a reação ao vivo, “Tem sempre aquele momento em que a pessoa faz uma cara de ‘o que está acontecendo?’. Mas é uma surpresa boa”, conta, sobre a mistura de gêneros e referências.

Direitos autorais, Baile da Cabra e shows fora do DF

O crescimento nas redes trouxe desafios legais, porque muitos mashups não são aceitos em plataformas de streaming, “No YouTube dá para postar, porque a monetização vai para os donos das músicas. Mas em outras plataformas, muitas vezes o conteúdo é derrubado”, explica o artista.

Mesmo com essas limitações, o sucesso virou turnê, e o DJ passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis. Há cerca de um ano e meio ele criou o próprio encontro, o Baile da Cabra, que já conquistou um público fiel e abriu espaço para outros artistas.

Entre as apresentações de destaque está uma chamada por Matheus Abreu para tocar no aniversário de uma cantora famosa, quando ele recorda, “Um ator da Globo, o Matheus Abreu, me chamou. Ele mostrou meu set para ela, ela gostou, e quando fui ver já estava tocando lá. Foram 50 minutos, mas deu para colocar o suprassumo da minha aleatoriedade”, afirma.

Para encerrar, o DJ deixa um aviso ao público de primeira viagem, “Se você ouvir um set meu, vai ser a coisa mais aleatória que você já ouviu na vida. Isso eu garanto.”

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