segunda-feira, abril 20, 2026

Balança comercial do Brasil registra superávit de US$ 6,4 bilhões em março, menor valor para o mês em seis anos

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Superávit comercial em março sofre queda significativa por redução nas exportações e aumento das importações, afetando o saldo mensal

A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 6,4 bilhões em março, sinalizando o menor resultado para este mês nos últimos seis anos. Este valor representa uma redução de 17,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando o superávit alcançou US$ 7,73 bilhões. Além disso, foi o pior desempenho registrado para o mês de março desde 2020, quando o saldo positivo ficou em US$ 4,05 bilhões.

O resultado mensal reflete uma combinação de queda nas exportações, que totalizaram US$ 31,6 bilhões com uma redução de 5% na média diária, e aumento nas importações, que somaram US$ 25,2 bilhões, subindo 3,7% na mesma base.

Apesar do desempenho mais fraco em março, o acumulado do primeiro trimestre do ano ainda mostrou crescimento expressivo, com superávit de US$ 14,17 bilhões, um avanço de 47,6% sobre o mesmo período de 2025, que registrou US$ 9,6 bilhões.

Destaques das exportações e principais mercados

Os produtos agrícolas continuam despontando como principais responsáveis pelas vendas externas, com a soja liderando ao faturar US$ 5,91 bilhões, aumentando 4,3% em relação ao ano passado. O óleo bruto de petróleo teve um crescimento impressionante, com alta de 70,4%, gerando US$ 4,77 bilhões. Minérios, especialmente o minério de ferro, apresentaram pequena queda de 1,4%, somando US$ 2 bilhões.

A carne bovina e os óleos combustíveis também tiveram desempenhos relevantes, com aumentos de 29% e 30%, respectivamente. Já o café não torrado registrou declínio expressivo de 30,5%, somando US$ 998 milhões.

Quanto aos destinos das exportações brasileiras, a China permanece como maior importadora, com aumento de 17,8% e faturamento de US$ 10,49 bilhões. A União Europeia também elevou suas compras em 7,3%, chegando a US$ 4,11 bilhões. Por outro lado, os Estados Unidos reduziram suas importações do Brasil em 9,1%, totalizando US$ 2,89 bilhões.

Importações e impacto no resultado da balança

As importações registraram alta de 1,3% nos três primeiros meses do ano, alcançando US$ 68,16 bilhões. Em março especificamente, o aumento diário da importação foi de 3,7%, influenciando para o menor superávit mensal em seis anos.

O crescimento das compras externas, aliado à diminuição nas vendas do Brasil para o exterior, contribuiu para reduzir a margem de superávit do país neste período.

Perspectivas para a balança comercial

Embora março tenha apresentado o pior desempenho mensal para o período em anos recentes, o resultado acumulado indica um avanço considerável na balança comercial brasileira neste início de 2026. A continuação do crescimento nas exportações de commodities agrícolas e minerais, juntamente com a gestão do aumento nas importações, será crucial para manter o superávit e fortalecer a economia.

O acompanhamento dos principais parceiros comerciais, como China, União Europeia e Estados Unidos, será determinante para as estratégias de comércio exterior das empresas brasileiras nos próximos meses.

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