domingo, abril 19, 2026

Austrália limita publicidade de apostas esportivas, Albanese fixa teto de três anúncios por hora e proíbe promoções ao vivo e em uniformes para proteger jovens

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Medida contra apostas esportivas restringe anúncios entre 6h00 e 20h30, proíbe publicidade durante transmissões ao vivo e veda patrocínio em uniformes de equipes profissionais

A Austrália anunciou novas regras para a publicidade de apostas esportivas, com limites rígidos para reduzir a exposição de crianças e jovens aos jogos de azar.

O primeiro-ministro Anthony Albanese informou que as mudanças limitam a propaganda e proíbem anúncios em momentos de maior audiência, buscando equilibrar liberdade de escolha e proteção social.

As novas restrições entram como resposta ao forte volume de publicidade que incentiva apostas em diferentes competições, do surfe às corridas de cães, conforme informação divulgada pelo G1.

O que muda na prática

Os meios de comunicação poderão veicular três anúncios por hora de apostas esportivas entre 6h00 e 20h30, e a propaganda ficará proibida em transmissões esportivas ao vivo durante esse período, além da vedação de anúncios nos uniformes das equipes profissionais.

Declarações oficiais e justificativa

Albanese afirmou, em Canberra, “Estamos alcançando o equilíbrio adequado”, e completou, “Permitir que os adultos façam uma aposta se assim desejarem, mas garantindo que nossos filhos não vejam apostas em todos os lugares para onde olhem”.

Impacto econômico e críticas

Os dados citados mostram que, em uma população de 27 milhões, “Os australianos acumulam 17 bilhões de dólares (R$ 87 bilhões) em perdas anuais com esses jogos de azar”. Ativistas pedem proibição total dos anúncios, e a medida do governo busca resposta intermediária entre interesses comerciais e saúde pública.

Próximos passos

Governantes e reguladores ainda precisam definir detalhes de fiscalização e prazos de implementação, enquanto setor de mídia e casas de apostas avaliarão o impacto sobre contratos de patrocínio e receita. A discussão promete continuar entre defesa do consumidor e liberdade comercial.

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