Caso ocorreu na Penitenciária de Segurança Máxima durante atendimento no parlatório, aparelho estava escondido entre documentos, policiais plantonistas monitoraram o advogado
Um advogado foi preso em flagrante na tarde de sexta-feira, suspeito de tentar entregar um celular a um reeducando durante atendimento no parlatório da Penitenciária de Segurança Máxima, em Maceió.
Segundo o relato das autoridades, o aparelho estava escondido entre documentos, e policiais penais que já suspeitavam do comportamento do profissional passaram a monitorar a ação antes de realizar a abordagem.
Não houve resistência no momento da prisão, o advogado permaneceu no local e a comissão da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas foi acionada para acompanhar o procedimento, conforme informação divulgada pelo g1.
O flagrante e a abordagem
Policiais plantonistas da unidade prisional identificaram o movimento suspeito durante o atendimento no parlatório, e, ao perceberem a tentativa de repasse, abordaram o advogado e o detento.
De acordo com relatos do sindicato dos policiais penais, o aparelho foi encontrado oculto entre documentos apresentados pelo profissional, e, após a constatação, o advogado foi conduzido à Central de Flagrantes para os procedimentos legais.
Posição do sindicato e citação oficial
Ao g1, o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Alagoas, Vitor Leite, informou que o profissional atendia um preso no parlatório quando tentou repassar o aparelho, que estava escondido entre documentos.
Segundo o presidente do sindicato, “Vitor Leite informou ainda que este é o segundo caso envolvendo advogado na mesma unidade prisional. Em 2023, outro profissional foi preso em situação semelhante, também suspeito de tentar entregar celular a detento.”
Atuação da OAB e garantias processuais
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas, informou que tomou conhecimento do caso e que a Comissão de Prerrogativas acompanha o ocorrido para garantir a lisura do procedimento.
A OAB/AL também afirmou que vai assegurar o direito à ampla defesa e ao contraditório do advogado, e que, caso eventual irregularidade seja comprovada, serão adotadas as medidas cabíveis.
Contexto e desdobramentos
O episódio reacende a atenção para a rotina de revistas e fiscalização nas visitas e atendimentos de advogados em unidades prisionais, e para o uso de celulares por reeducandos, que é visto pelas autoridades como fator de risco para a segurança interna.
A Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social foi procurada para comentar o caso, mas não havia retornado até a última atualização da reportagem.
