Vídeo revela últimos momentos de Thawanna antes de ser morta por policial em Cidade Tiradentes, e família contesta versão da PM

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Imagens mostram sequência de eventos e versões divergentes sobre morte de Thawanna da Silva Salmázio em ação policial na Zona Leste de São Paulo

Na madrugada da sexta-feira (3), Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, foi baleada e morta por uma policial militar em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo. Um vídeo de câmera de segurança registra os instantes que antecederam o disparo fatal, capturando a vítima e seu marido andando e conversando às 2h50 na rua. Alguns segundos depois, a viatura da PM passa, e em seguida ocorre uma discussão seguida do tiro durante a sequência da gravação.

A família contesta a versão policial que diz que Thawanna teria partido para cima da equipe. Eles afirmam que a polícia não realizou qualquer abordagem antes de disparar. A morte gerou manifestações na comunidade local, reforçando o debate sobre violência e conduta policial. Os agentes envolvidos foram afastados enquanto a apuração avançará pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Abaixo, detalhamos os acontecimentos com base nas imagens, depoimentos e informações oficiais, mostrando as diferentes versões apresentadas e as ações tomadas pelas autoridades.

Últimos momentos gravados em vídeo

As imagens mostram Thawanna e seu marido, Luciano Gonçalvez dos Santos, caminhando no meio da rua em tom aparentemente tranquilo. A passagem da viatura é rápida e, pouco depois, um diálogo que evolui para discussão pode ser ouvido, seguido do disparo que atingiu a mulher. Ela recebeu atendimento médico no Hospital Municipal da região, mas não resistiu. Ela deixou um filho de cinco anos.

Versão da família desafia relatos oficiais

Luciano afirma que a viatura passou em alta velocidade, quase atropelando o casal, o que provocou a reação de Thawanna. Segundo ele, a policial Yasmin Cursino Ferreira desceu do veículo e atirou diretamente na esposa. Ele também contou que a mulher foi agredida fisicamente pela policial, com um chute, e que tentou mostrar que não representavam ameaça. Ainda relatou o uso de spray de pimenta contra eles, mesmo sem comportamento agressivo por parte da vítima.

Uma testemunha relatou que a viatura teria sido jogada contra o casal de propósito, levando a uma provocação da vítima que questionou se iriam atropelar. A policial teria iniciado a agressão com murro e chute nas partes íntimas, provocando a reação de Thawanna, que deu um tapa na mão da policial, sendo então atingida pelo disparo.

Posicionamento da Polícia Militar

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe fazia patrulhamento quando notou que o homem se desequilibrou e tocou no retrovisor da viatura. Ao retornar para averiguar, o casal passou a discutir e agitar-se, com indícios de embriaguez. De acordo com o relato dos policiais, Thawanna partiu para a agressão física contra a policial Yasmin, desferindo tapas no rosto. A agente alega que tentou se defender e conter a situação, tendo realizado um disparo que atingiu a mulher.

Investigação e medidas adotadas

A Secretaria de Segurança Pública confirmou que a ocorrência foi registrada no 49º DP e está sendo investigada pelo DHPP, que conduz apuração independente. Os policiais envolvidos foram afastados e a arma da policial que disparou foi apreendida. O caso também está sob Inquérito Policial Militar, com oitivas dos agentes e análise de imagens captadas por câmeras corporais.

A SSP ressaltou o compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da vida, garantindo que qualquer irregularidade será rigorosamente apurada e punida nas áreas administrativa e criminal. Enquanto isso, moradores da região continuam mobilizados contra casos de violência policial e clamam por justiça na morte de Thawanna.

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