Foto divulgada pela Nasa mostra porções do Atlântico, Europa, África e os polos, com o Brasil visível sob nuvens, e provoca comparações com mapa-múndi invertido do IBGE
A Nasa divulgou a primeira imagem da Terra associada à missão Artemis II, com uma faixa do planeta capturada a partir da perspectiva da equipe em órbita, segundo as imagens tornadas públicas.
Na foto, é possível identificar o Oceano Atlântico, parte da Península Ibérica, trechos do continente africano e as luzes das auroras nos polos, a partir de um enquadramento que inverte a aparência habitual do globo.
Internautas notaram que a cena lembra o mapa-múndi invertido publicado pelo IBGE em 2025, que centraliza o Brasil, e compartilharam comparações nas redes sociais, conforme informação divulgada pelo g1.
O que aparece na imagem
Em texto que acompanha a divulgação, foi registrada a frase, “O Brasil aparece na primeira imagem da Terra vista da missão Artemis II, divulgada pela Nasa nesta sexta-feira (3).” A foto mostra o país parcialmente encoberto por nuvens, sem limites nítidos entre terra e mar.
Além do território brasileiro, é possível observar a presença do Oceano Atlântico à frente de faixas de nuvens, e partes da Europa e da África, o que ajuda a situar a imagem geograficamente, mesmo com o planeta virado em relação à visão convencional.
Comparação com o mapa do IBGE
Internautas apontaram que “a imagem se assemelha com o mapa-múndi invertido lançado em 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra o Brasil no centro do mapa.” A semelhança tem sido tema de postagens e debates nas redes.
O paralelo entre foto e mapa gerou reações variadas, desde curiosidade científica até comentários sobre representações cartográficas e percepções geopolíticas, com usuários destacando o efeito visual de centralidade do Brasil.
Por que a foto parece invertida
A aparência de que a Terra está de cabeça para baixo vem apenas do ângulo de captura da câmera a bordo da missão, o que altera a orientação habitual que o público vê em mapas e globos, e não indica alteração física no planeta.
Na prática, imagens tomadas do espaço variam muito conforme a posição da nave, a rotação terrestre e a inclinação da câmera, o que resulta em composições surpreendentes e visualmente impactantes, como a divulgada pela Artemis II.
