Dólar sobe 0,22% a R$ 5,1681, petróleo Brent avança mais de 7% e Ibovespa recua 0,46% enquanto mercados avaliam risco geopolítico
O dólar opera em alta nesta quinta-feira, com os investidores reagindo a um novo aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã, e ao avanço dos preços do petróleo.
Por volta das 10h30, a moeda americana era negociada a R$ 5,1681, enquanto o Ibovespa recuava e o petróleo registrava forte alta nas principais referências internacionais.
Esses movimentos refletem incertezas sobre a duração dos ataques e possíveis interrupções no fornecimento de energia, conforme informação divulgada pelo g1.
Movimento do dólar e da bolsa
Na abertura dos negócios, o **dólar sobe** 0,22%, com a cotação em R$ 5,1681 por volta das 10h30, e o principal índice da bolsa brasileira, Ibovespa, recuava 0,46%, aos 185.214 pontos.
Na véspera, a moeda americana recuou 0,43%, cotada a R$ 5,1566. Em termos acumulados, o câmbio apresenta: Acumulado da semana: -1,62%, Acumulado do mês: -0,43%, Acumulado do ano: -6,05%.
Do lado do mercado acionário, o Ibovespa mostra até o momento: Acumulado da semana: +3,52%, Acumulado do mês: +0,26%, Acumulado do ano: +16,65%, sinais de que a volatilidade internacional tem impacto diferenciado entre câmbio e ações.
Alta do petróleo e falas de Trump
Os preços do petróleo subiam mais de 7% nesta manhã, com o Brent e o WTI reagindo às falas do presidente dos Estados Unidos e a episódios de tensão na região do Golfo.
Por volta das 8h15, o petróleo do tipo Brent crude oil avançava 7,28%, cotado a US$ 108,52 por barril. No mesmo horário, o West Texas Intermediate, WTI, tinha alta de 7,88%, a US$ 108,01 por barril.
Antes do pronunciamento do presidente, as cotações chegaram a recuar, mas voltaram a subir após o discurso, em que Trump afirmou que os Estados Unidos continuarão os ataques ao Irã e que as forças americanas estão próximas de alcançar seus objetivos.
Na declaração, Trump disse, traduzido para o português, “Vamos terminar o trabalho, e vamos fazê-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto”. A fala aumentou a aversão ao risco entre investidores, diante da ausência de um cronograma claro para o fim do conflito.
Pouco antes do pronunciamento, explosões foram ouvidas em Dubai, enquanto sistemas de defesa aérea tentavam interceptar mísseis iranianos, e o presidente americano não repetiu o prazo que havia dado para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo e gás.
Reação dos mercados globais
Os principais índices nos Estados Unidos e na Europa indicavam queda, com futuros mostrando sinais de aversão ao risco logo na abertura.
Por volta das 8h40 em Nova York, os contratos futuros do Dow Jones Industrial Average caíam 641 pontos, ou 1,37%. No mesmo horário, os futuros do S&P 500 recuavam 1,48%, enquanto os do Nasdaq 100 registravam queda de 1,87%.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX Europe 600 recuava 1,43%, aos 589,16 pontos. Entre os mercados principais, o FTSE 100 caía 0,6%, o CAC 40 recuava 1,3%, e o DAX perdia 2,4%.
Na Ásia, as praças também fecharam no vermelho, com o Hang Seng caindo 0,7%, aos 25.116,53 pontos, o Shanghai Composite recuando 0,7%, para 3.919,29, o Nikkei 225 caindo 2,4%, para 52.463,27 pontos, e o Kospi registrando queda de 4,5%, encerrando aos 5.234,05 pontos.
Os preços de metais preciosos recuavam: o ouro caía 3,9%, para US$ 4.627 por onça, enquanto a prata recuava 6,9%, para US$ 70,85, reflexo do movimento de realocação de ativos em momentos de estresse.
Agenda doméstica e impacto para investidores
No Brasil, os investidores acompanham a divulgação dos dados de produção industrial referentes a fevereiro, com expectativa de alta de 0,7% no indicador, levantamento que pode influenciar decisões locais diante do cenário externo.
Além disso, notícias sobre medidas políticas e sanitárias na região latino-americana também chegaram ao mercado, como a retirada de sanções pelos Estados Unidos contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, medida publicada no site do Departamento do Tesouro americano.
Em meio à escalada das tensões, a estratégia dos investidores tende a ser de cautela, monitorando a evolução dos preços do petróleo, as declarações oficiais e os dados econômicos que possam alterar a percepção de risco e o fluxo de capitais.
* Com informações da agência de notícias Reuters e dados divulgados em coletiva e comunicados oficiais, conforme informação divulgada pelo g1.
