Trump diz que considera rever permanência dos EUA na Otan após guerra no Irã, acusa aliança de ‘tigre de papel’ e pressiona aliados por apoio naval

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Declaração de Trump aumenta tensão transatlântica ao questionar compromisso dos EUA com a Otan, enquanto aliados europeus rejeitam envio de navios para reabrir o Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos fez novas críticas à aliança militar transatlântica, ao afirmar que reconsidera a permanência americana na Otan, em entrevista ao jornal britânico The Telegraph.

As declarações ocorrem no contexto da guerra no Irã, que expôs divergências entre Washington e aliados europeus depois que alguns países recusaram participar do esforço naval para reabrir o Estreito de Ormuz.

Ao questionar o valor da aliança, Trump voltou a descrever a instituição como um “tigre de papel”, e disse que a posição dos aliados pode levar os EUA a revisar seu papel dentro do bloco.

conforme informação divulgada pelo g1

O que Trump disse sobre a Otan

Na entrevista, o presidente afirmou, em tradução para o português, “Sim, eu diria que isso está em um nível além da reconsideração (…) Eu nunca fui convencido pela Otan. Sempre soube que eram um tigre de papel, e Vladimir Putin também sabe disso, aliás”.

A fala é a mais dura já proferida por Trump sobre a aliança, e reforça a percepção da Casa Branca de que a Europa não é um parceiro confiável, pelo menos na visão do presidente.

Reação e resposta europeia

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reagiu defendendo a aliança em coletiva, ao dizer “A Otan é a aliança militar mais forte que o mundo já viu, ela nos manteve seguros durante décadas”.

Starmer anunciou que o Reino Unido vai liderar uma reunião, nesta semana, do grupo de países dispostos a contribuir para reabrir o Estreito de Ormuz, mas destacou que a guerra do Irã “não é nossa guerra e não seremos arrastados para ela”.

O impasse sobre o Estreito de Ormuz

O governo americano pressiona aliados por apoio naval para reabrir a via que o Irã fechou no início do conflito, uma rota-chave para o comércio mundial de petróleo.

A Otan, por sua vez, disse que está formando uma coalizão de países para uma ação conjunta voltada a restaurar a navegação, mesmo com alguns membros relutantes em enviar embarcações de guerra.

Impacto e o que observar

A fala de Trump pode aprofundar fraturas na relação transatlântica, e elevar o debate interno em capitalidades europeias sobre o peso e a responsabilidade da Otan na segurança coletiva.

Nas próximas semanas, a evolução das negociações sobre o grupo para o Estreito de Ormuz e o tom das comunicações entre Washington e aliados serão sinais claros sobre se a crise vai se traduzir em uma revisão real do compromisso dos EUA com a aliança.

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