Veja por que as Eleições 2026 podem alterar expectativas do mercado, pressionar câmbio e inflação, e adiar o corte de juros previsto para 2026, segundo especialista
O ano eleitoral de 2026 deve mexer com as previsões econômicas, e investidores já começam a mirar possíveis surpresas políticas que podem afetar ativos e taxas.
Embora o mercado trabalhe com um cenário de cortes de juros e desaceleração da inflação, a trajetória pode mudar se surgirem sinais de política econômica sem compromisso fiscal.
As observações foram feitas pela economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, em entrevista ao programa CNN Novo Dia, conforme informação divulgada pela CNN Novo Dia.
Por que o mercado teme surpresas nas Eleições 2026
A principal preocupação dos investidores é a incerteza sobre o compromisso fiscal do próximo governo, e essa dúvida altera o preço do risco em ativos locais. Segundo Helena Veronese, se houver mudanças inesperadas no cenário eleitoral ou uma nova política econômica sem disciplina fiscal, o mercado poderá reagir de forma adversa.
Na entrevista, Veronese alertou, “Se a gente tiver um cenário eleitoral muito fora do que o mercado está conseguindo enxergar, se a gente tiver uma nova política econômica que não tenha um comprometimento fiscal, por exemplo, que preocupe do ponto de vista de mercado, a gente pode ter, por exemplo, um dólar muito mais alto”.
Impacto no câmbio, inflação e taxa Selic
Um salto no câmbio tende a desorganizar projeções de inflação e, como consequência, obrigar o Banco Central a manter a taxa Selic em patamares mais elevados do que o mercado hoje prevê.
Veronese lembra que o cenário-base para 2026 é de corte de juros, mas uma alta expressiva do dólar poderia reverter essa expectativa e deixar a Selic mais alta por mais tempo, pressionando crédito e investimentos.
Quando o risco eleitoral deve ganhar força nos preços
A economista destaca que os efeitos eleitorais começam a ser incorporados nos preços dos ativos desde o início de 2026, mas só se tornam centrais no debate econômico a partir do segundo semestre.
Como ela afirmou, a influência eleitoral sobre os preços aumenta “no finalzinho da primeira metade do ano”, e é nesse período que o mercado passa a mensurar com mais intensidade os possíveis caminhos da política econômica pós-eleições.
O que o investidor pessoa física deve observar
Para proteger o patrimônio em um ano eleitoral, é importante acompanhar sinais de disciplina fiscal nas propostas dos candidatos, a dinâmica do câmbio e as comunicações do Banco Central.
Em resumo, as Eleições 2026 podem alterar o rumo do seu dinheiro ao influenciar expectativas sobre dólar, inflação e Selic, e vão ganhar protagonismo especialmente a partir da segunda metade do ano, segundo Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, em entrevista ao CNN Novo Dia.
