Entenda idades, pesos e alturas que liberam sentar na frente, quando trocar o dispositivo, o que diz o Contran e como usar o Isofix com segurança
Saber quando a criança pode ir no banco da frente é essencial para evitar riscos e autuações. A regra geral altera conforme a idade, o peso e a altura, e depende também do equipamento de retenção usado.
Há situações específicas em que o transporte no banco dianteiro é permitido, mas cada caso exige cuidados, como desligar o airbag quando necessário e garantir um cinto de três pontos.
Nas linhas a seguir explicamos as faixas indicadas para cada dispositivo, como escolher a cadeirinha infantil adequada, como usar o Isofix e quais são as penalidades por uso incorreto.
Quando a criança pode ir no banco da frente?
O Conselho Nacional de Trânsito autoriza o transporte no banco da frente em situações pontuais. Entre as hipóteses estão crianças a partir de 10 anos, desde que estejam usando o cinto de segurança, e quando o banco traseiro só dispõe de cinto de dois pontos.
Também é permitido quando o veículo não tem banco traseiro, como em picapes de cabine simples, ou quando há mais crianças do que lugares no banco traseiro, nesse caso a criança de maior estatura pode ocupar o banco dianteiro. Outra condição é a utilização de equipamentos certificados.
Importante lembrar que o local mais seguro continua sendo o banco traseiro, com cinto de três pontos e o dispositivo adequado, sempre que possível.
Que cadeirinha usar e quando trocar?
As normas indicam faixas para cada tipo de equipamento. Para bebês, o bebê conforto é recomendado até 1 ano ou 13 kg. A cadeirinha é indicada de 1 a 4 anos, ou entre 9 kg e 18 kg. O assento de elevação serve de 4 a 7 anos, entre 15 kg e 36 kg, ou até 1,45 m de altura.
Após 7 anos e até 10 anos, a criança pode usar o banco traseiro com cinto de segurança, desde que tenha pelo menos 1,45 m de altura. Essas referências ajudam a decidir a troca, porém o critério principal é sempre o ajuste correto e o conforto da criança no dispositivo.
Como alerta uma autoridade em segurança veicular, “Sem um equipamento certificado, ou seja, que passou por testes rigorosos, a criança não estará devidamente protegida”.
Como usar e fixar o assento de elevação, e onde instalar a cadeirinha
O assento de elevação ajusta a posição do cinto de três pontos, garantindo que a faixa passe pelo peito e não pelo pescoço. Crianças com menos de 1,45 m não devem usar apenas o cinto, mesmo que tenham mais de 7 anos.
Se o banco traseiro só tem cinto de dois pontos e não existe cadeirinha certificada para esse tipo de cinto, o mais seguro é colocar a criança no banco dianteiro, com cinto de três pontos e o equipamento adequado, lembrando de desligar o airbag quando o veículo permitir.
Evite adaptar a cadeirinha projetada para cinto de três pontos a um cinto de dois pontos. Como ressalta um especialista, “Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas”.
Quando possível, prenda o dispositivo com o sistema Isofix, que ancorando a base ao chassi do carro reduz movimentos e facilita a instalação correta.
O que é o Isofix e como utilizá-lo
O Isofix é um sistema de ancoragem com dois pontos na base da cadeirinha que se encaixam em pontos específicos no assento do veículo. Ele passou a ser obrigatório em veículos novos a partir de 2020.
Para usar, localize os pontos de ancoragem, posicione os conectores da cadeirinha e empurre até ouvir o clique de travamento. Muitos modelos apresentam indicadores visuais que mudam para verde quando a fixação está correta.
Alguns carros também possuem um terceiro ponto, o Top Tether, que conecta um gancho da cadeirinha a um ponto adicional no veículo, reduzindo o movimento em caso de impacto.
Multas, responsabilidades e recomendações finais
O uso incorreto da cadeirinha gera riscos e penalidades. A infração é punida com multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo, quando constatada a irregularidade.
Escolha sempre dispositivos com certificação, verifique se o modelo atende à faixa de peso e altura da criança, e mantenha o cinto bem ajustado. Como destaca um técnico do Inmetro, “Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar dispositivo de retenção”.
Por fim, considere a anatomia dos recém-nascidos, o que torna o bebê conforto voltado para o encosto do banco a posição indicada. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo, Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica um especialista em segurança.
Respeitar as regras, usar equipamentos certificados e fixá-los corretamente reduz significativamente o risco de lesões em acidentes, e garante que o transporte de crianças seja mais seguro e dentro da lei.
