Idoso que passou mal em avião em Viracopos morre após 42 dias internado, família diz que havia pedido assistência e hospital aponta complicações associadas à pneumonia

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Voo da Azul que saiu de Portugal em 20 de fevereiro levou o idoso a Campinas, ele teve complicações por hérnia, infecção e pneumonia, segundo família e hospital

Carlos Alberto Nunes de Lima, de 78 anos, morreu após 42 dias internado, após passar mal em um voo que aterrissou em Viracopos, conforme informação divulgada pelo g1.

A família afirma que havia solicitado assistência, incluindo cadeira de rodas e acompanhamento da tripulação, e que o idoso relatou dor e desconforto relacionados ao cinto durante a viagem, conforme relatos familiares, conforme informação divulgada pelo g1.

No hospital, a equipe apontou piora do quadro por conta de complicações associadas a uma pneumonia, e a família diz que houve infecção hospitalar que motivou intubação e traqueostomia, conforme informação divulgada pelo g1.

O que ocorreu no embarque e no pouso

Segundo a família, Carlos Alberto foi embarcado no Aeroporto do Porto, em Portugal, acompanhado por uma nora e entregue aos cuidados de uma funcionária da companhia aérea, em um voo da Azul com destino a Vitória que partiu em 20 de fevereiro.

Imagens mostraram o idoso em cadeira de rodas se despedindo do filho, emocionado, e conversando momentos antes do embarque. A família afirma que havia solicitado atendimento prioritário e todo o suporte da tripulação, e que a chefe de cabine teria dito que “estava tudo certo”.

Atendimento em Viracopos e encaminhamento a hospitais

A indisposição ocorreu após o pouso em Viracopos, quando o idoso foi levado a uma Unidade de Pronto-Atendimento, segundo relatos da família. Há diferença entre versões sobre se ele foi encontrado desacordado na aeronave, posição que a empresa negou.

Posteriormente, Carlos Alberto foi transferido para o Hospital Mário Gatti, onde recebeu atendimento e passou por investigação clínica. A família relata que foi informada sobre o estrangulamento de uma hérnia umbilical, possível fator inicial para o mal-estar.

Evolução clínica, infecção e desfecho

Na internação, o idoso chegou a ficar desacordado por alguns dias, depois apresentou melhora, e em seguida teve agravamento com quadro pulmonar. O hospital afirmou piora por “complicações associadas a uma pneumonia”.

A família afirmou que, após nove dias internado, ele teria apresentado uma infecção hospitalar que motivou pneumonia. A filha relatou o relato direto do pai e, mais adiante, descreveu os procedimentos: “Depois que ele pegou essa infecção, entubaram o meu pai de novo. Ficou até fazer traqueostomia. Aí teve uma melhora rápida, mas logo depois veio a falecer”.

Responsabilidades e protocolos

De acordo com resolução da autoridade de aviação, passageiros com mobilidade reduzida e necessidades especiais têm direito a assistência e acompanhamento, incluindo cadeira de rodas e atendimento prioritário. A família afirma que solicitou esse suporte integral e que o idoso recebeu tratamento antes do embarque.

O episódio abre questionamentos sobre a assistência prestada em terra e a prestação de socorro imediato após o pouso, além de possíveis investigações sobre ocorrência de infecção hospitalar e condutas médicas no curso da internação.

Fontes familiares e informações hospitalares constam nos relatos divulgados, e a família buscou esclarecer detalhes sobre o que ocorreu a bordo e durante o atendimento subsequente, em declarações prestadas aos veículos que cobriram o caso.

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