Dólar sobe com tensão no Irã e petróleo em alta, entenda como a escalada geopolítica pressiona o câmbio, o Ibovespa e as cotações do Brent e WTI

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Dólar avança após declarações de Trump sobre o Irã, petróleo volta a subir acima de US$ 100 por barril, e mercados globais operam em queda, com impacto em ações e metais

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira, reagindo à escalada de tensão no Oriente Médio e à alta dos preços do petróleo, que elevaram a aversão ao risco entre investidores.

Na manhã de hoje, a moeda americana subiu, enquanto o principal índice da bolsa brasileira aguardava a abertura do pregão seguinte às movimentações internacionais.

Na véspera, a moeda americana recuou 0,43%, cotada a R$ 5,1566, e hoje o dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (2) em alta, avançando 0,44% por volta das 9h30, sendo negociado a R$ 5,1806, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que o dólar subiu

A alta do dólar reflete o aumento da aversão ao risco após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra com o Irã. Em discurso, Trump afirmou que as forças americanas estão próximas de alcançar seus objetivos, e que a guerra poderia terminar em duas ou três semanas, dizendo, “Vamos terminar o trabalho, e vamos fazê-lo muito rápido. Estamos chegando muito perto”.

A falta de sinal claro sobre o fim do conflito e a possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo aumentam a demanda por proteção e criam pressão sobre moedas emergentes, incluindo o real.

Dados de acumulações divulgados no mercado mostram ainda o movimento recente da moeda, com indicadores apresentados da seguinte forma, exatamente conforme divulgado, Acumulado da semana: -1,62%;Acumulado do mês: -0,43%;Acumulado do ano: -6,05%.

Petróleo em foco

O petróleo voltou a subir nesta manhã, depois de fechar a sessão anterior perto de US$ 100 por barril. Por volta das 8h15 (horário de Brasília), o petróleo do tipo Brent crude oil avançava 7,28%, cotado a US$ 108,52 por barril. No mesmo horário, o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 7,88%, para US$ 108,01 o barril.

O aumento dos preços ocorreu após um movimento de espera do mercado por um pronunciamento do presidente americano e relatos de explosões e tentativas de interceptação de mísseis na região, fatores que intensificaram temores sobre possíveis interrupções na oferta.

Reação dos mercados globais

Os principais índices de Wall Street indicavam queda na abertura desta quinta-feira. Por volta das 8h40 (horário de Nova York), os contratos futuros do Dow Jones Industrial Average caíam 641 pontos, ou 1,37%. No mesmo horário, os futuros do S&P 500 recuavam 1,48%, enquanto os do Nasdaq 100 registravam queda de 1,87%.

Na Europa, as bolsas também operavam em baixa, com o índice pan-europeu STOXX Europe 600 recuando 1,43%, aos 589,16 pontos. Entre os principais mercados da região, o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,6%, o CAC 40, da França, recuava 1,3%, enquanto o DAX, da Alemanha, perdia 2,4%.

Na Ásia, as praças fecharam no vermelho, com o Hang Seng, de Hong Kong, caindo 0,7%, aos 25.116,53 pontos, e o Shanghai Composite Index, da China, recuando 0,7%, para 3.919,29. O Nikkei 225, de Tóquio, caiu 2,4%, para 52.463,27 pontos, e o Kospi, da Coreia do Sul, registrou queda de 4,5%, encerrando aos 5.234,05 pontos.

Os preços de metais preciosos também recuavam, com o ouro caindo 3,9%, para US$ 4.627 por onça, enquanto a prata recuava 6,9%, para US$ 70,85.

Com informações da agência de notícias Reuters.

Impacto no Brasil

No mercado doméstico, o Ibovespa abriu em leve alta na última sessão, e dados mencionados mostram que o índice principal havia avançado 0,26%, aos 187.953 pontos, e acumula indicadores divulgados como, Acumulado da semana: +3,52%;Acumulado do mês: +0,26%;Acumulado do ano: +16,65%.

Além da geopolítica, os investidores no Brasil acompanham a agenda econômica, entre eles a divulgação de dados de produção industrial referentes a fevereiro, com expectativa de alta de 0,7% no indicador, que pode influenciar o humor doméstico frente a choques externos.

O que acompanhar nas próximas horas

Investidores devem seguir de perto novas declarações de autoridades sobre o conflito, dados de produção e indicadores econômicos locais, além do comportamento dos preços do petróleo e das cotações internacionais, que podem manter a volatilidade no dólar e em ativos de risco.

A combinação de alta do petróleo e declarações sem cronograma claro para o fim da crise tende a manter a cautela nos mercados globais, e a trajetória do dólar hoje deve seguir sensível a qualquer novidade sobre a situação no Irã e a reação das potências.

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