PF, Ministério Público Federal, Receita Federal e Anvisa atuam em operação sobre medicamentos oncológicos, com buscas em Goiás e São Paulo, e apuram rede que burlava controles
A polícia federal deflagrou uma operação para investigar um esquema suspeito de contrabandear e comercializar medicamentos oncológicos de alto custo fora dos canais regulados.
Segundo as apurações, os produtos eram armazenados e transportados sem controle de temperatura adequado, o que pode comprometer a eficácia dos tratamentos e representar risco à saúde pública.
Agentes cumprem medidas em cidades de Goiás e São Paulo, em ação que envolve fiscalização tributária e sanitária, conforme informação divulgada pelo g1
O que as investigações apontam
De acordo com a investigação, o comércio representa danos à saúde pública, pois os medicamentos eram transportados e armazenados sem controle de temperatura adequado. Esse cenário aumenta o risco de que o princípio ativo se deteriore, diminuindo a chance de sucesso terapêutico.
Onde foram cumpridos os mandados
Conforme os autos, Segundo a PF, quatro mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em: Aparecida de Goiânia (GO)São Paulo (SP)Ribeirão Preto (SP)Cravinhos (SP). As ações ocorrem simultaneamente para coletar documentos e rastrear a origem dos lotes irregulares.
Crimes investigados e possíveis implicações
Além de contrabando, falsificação e corrupção, a polícia também investiga adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, crimes contra a ordem tributária e lavagem de capitais. As apurações buscam esclarecer a cadeia de distribuição e responsabilizar quem facilitou o esquema.
Riscos para pacientes e recomendações
Especialistas consultados por autoridades ressaltam que a venda informal de medicamentos oncológicos pode levar pacientes a receberem remédios ineficazes ou inseguros, com perda de oportunidade de tratamento adequado.
Pacientes e familiares são orientados a exigir nota fiscal, procedência do produto e armazenamento em ambientes controlados, e a procurar a vigilância sanitária ou a polícia ao identificar ofertas suspeitas.
