domingo, abril 19, 2026

Ataque do Irã danifica operação de nuvem da Amazon no Bahrein, AWS atingida após ameaça da Guarda Revolucionária a empresas americanas

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Incêndio em instalação empresarial no Bahrein afetou unidade da Amazon Web Services, autoridades locais classificaram ação como agressão iraniana enquanto tensão regional aumenta

Um incêndio em uma instalação empresarial no Bahrein danificou uma unidade da Amazon Web Services, em um episódio que coincide com uma escalada de ameaças por parte do Irã contra empresas americanas na região.

Equipes da defesa civil do Bahrein foram acionadas para conter o fogo, que o ministério local classificou como resultado de uma “agressão iraniana”, sem, no entanto, informar o nome da companhia atingida.

O caso ocorre um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar atacar empresas norte-americanas que operam no Oriente Médio, entre elas grandes nomes do setor de tecnologia, conforme informação divulgada pelo g1.

O que se sabe sobre o incidente

Segundo relatos disponíveis, uma fonte disse ao jornal que a unidade da AWS no Bahrein sofreu danos após a ofensiva iraniana, embora a Amazon não tenha comentado diretamente sobre o ataque específico quando procurada pela Reuters.

O ministério do Interior do Bahrein informou apenas que a defesa civil respondeu a um incêndio em uma instalação empresarial provocada por uma “agressão iraniana”, e não detalhou qual empresa foi afetada.

Reações e informações de empresas e da imprensa

Procurada para comentar, a Amazon não confirmou publicamente detalhes do episódio, segundo a Reuters. Fontes jornalísticas acrescentam que, desde o início do conflito, instalações da AWS na região já foram atingidas em outras ocasiões, conforme apuração do Financial Times.

Analistas lembram que centros de dados e operações de nuvem são alvos sensíveis, por abrigarem serviços essenciais de comunicação e infraestrutura digital de empresas e governos.

O comunicado iraniano e a lista de alvos

Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações que consideram legítimas para bombardeio e afirmaram que poderiam atacar suas unidades a partir das 20h em Teerã, 13h30 no horário de Brasília.

O texto diz, em trecho citado pelos veículos: “Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança.”

Na lista estão gigantes da tecnologia e de outros setores, como Boeing, Microsoft, Apple, Google, Meta, Nvidia, Intel e outras empresas mencionadas pelas autoridades iranianas.

Impacto sobre a infraestrutura de nuvem e riscos futuros

Especialistas apontam que ataques a instalações físicas de provedores de nuvem podem gerar interrupções localizadas em serviços, perda temporária de dados ou atrasos operacionais, dependendo da extensão dos danos e das redundâncias configuradas.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha o episódio com preocupação, já que a repetição de ataques contra infraestruturas críticas pode ampliar efeitos em cadeias tecnológicas e econômicas na região.

Informações citadas acima foram compiladas a partir das reportagens e comunicações de imprensa, incluindo veículos internacionais e declarações oficiais, conforme informação divulgada pelo g1.

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