Seguranças do Atakarejo presos em Salvador, investigação aponta tortura e execução de tio e sobrinho após furto de carne, operação cumpre mandados e apreensões

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Operação prendeu três seguranças, houve buscas no supermercado e em casas no Nordeste de Amaralina, delegada afirma que prisões são fase inicial e apurações seguem

Três seguranças do supermercado Atakarejo foram presos em Salvador na manhã desta segunda-feira (10), durante uma operação que investiga a morte de dois homens, tio e sobrinho, encontrados na localidade da Polêmica.

Segundo as apurações, as vítimas teriam sido torturadas e executadas depois de serem flagradas por furto de carne dentro do estabelecimento, e a investigação busca identificar a responsabilidade de cada envolvido.

Prisões, mandados de busca e apreensões foram cumpridos no supermercado e em residências no Nordeste de Amaralina, e a polícia diz que apura também possível responsabilização civil do Atakarejo, conforme informação divulgada pelo g1

O que a polícia diz sobre a dinâmica do crime

A delegada titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Andréa Ribeiro, relata que tio e sobrinho foram levados para uma sala de segurança dentro do supermercado, questionados sobre o furto e em seguida os seguranças acionaram os traficantes.

De acordo com a investigação, “Depois disso eles são levados para o Nordeste de Amaralina, onde teriam sido torturados, executados e depois os corpos foram levados para a localidade da Polêmica, no porta malas de um veículo”.

A delegada também afirma que os seguranças teriam cobrado R$ 700 para soltar Bruno e Yan, e que os acusados negam ter acionado traficantes, embora, segundo a polícia, isso já esteja comprovado.

Andréa Ribeiro destacou que as prisões desta segunda-feira são fruto de uma primeira fase de investigações, e que “Teremos vários desdobramentos. Estamos abertos a novas denúncias e informações que possam ser trazidas aos autos para que possamos avançar na identificação de outros indivíduos que tenham envolvimento com a ação delituosa”.

Posição da Secretaria de Segurança e responsabilidade civil

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Ricardo César Mandarino, afirmou que em nenhum momento as polícias Civil ou Militar foram acionadas para atender à ocorrência do furto, apenas foi aberta uma ocorrência administrativa pela empresa.

Sobre a conduta do supermercado ele disse, “Qualquer empresa tem a obrigação de saber quem está contratando e de conduzir essa prestação de serviço. Observe que essa é a segunda ocorrência, que está sendo investigada só agora porque a gente não tinha a informação do fato ocorrido ano passado. A vitima não denunciou, ficou com medo. Mas já é a segunda vez”.

O secretário também ponderou, “A gente não tem a informação de que alguém do supermercado tenha participado, tenha dado ordem, tenha assentido com as mortes, isso a gente não pode confirmar. Mas não tenho dúvidas de que existe uma responsabilização civil. Falo como cidadão, não como secretário, mas como uma pessoa que tem formação em Direito. Muito provável que eles [o Atakarejo] serão responsabilizado civilmente. Se eu estivesse no lugar da família, entraria com ação indenizatória”.

Prisão, buscas e desdobramentos da investigação

Além dos três seguranças, outras quatro pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no caso, entre elas suspeitos de tráfico. Houve mandados cumpridos no supermercado e em casas no complexo de bairros que formam o Nordeste de Amaralina, e em outras localidades da capital.

Um dos presos foi localizado no município de Conceição do Jacuípe, região de Feira de Santana. A polícia informou que as prisões correspondem a uma primeira fase, e que a investigação seguirá para identificar o papel de cada um no crime.

O caso remonta à noite do dia 26 de abril, quando os dois homens foram encontrados mortos, e no dia 29 a mãe de uma das vítimas afirmou que o sobrinho havia sido flagrado por furtar carne no Atakarejo, o que teria motivado a entrega às facções.

Resposta do Atakarejo, cobertura e informações para acompanhar

Em nota divulgada, o Atakarejo informou que “não comenta decisões judiciais e que vai continuar colaborando com as autoridades para que o crime seja esclarecido o mais rapidamente. Disse ainda que reitera a solidariedade aos familiares das vítimas e afirmou que a empresa não tolera qualquer tipo de violência.”

Para acompanhar o caso em tempo real, o g1 transmite ao vivo os telejornais da TV Bahia, como o Jornal da Manhã, Bahia Meio Dia e BATV, com atualizações diárias, e aos sábados o Bom Dia Sábado também é transmitido ao vivo.

No campo político, o conteúdo divulgado trouxe ainda declarações de Marcelo Millet, do Partido da Causa Operária, que respondeu sobre a presença do PCO nas investigações e sobre suas intenções de disputar o governo da Bahia, ele tem 37 anos, nasceu em Salvador, é casado, pai de uma filha, trabalha como motorista de aplicativo, e esta é a primeira vez que concorre ao cargo de governador.

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