Cheia do Rio Juruá leva famílias a abrigos em Cruzeiro do Sul, Acre, com 15 pessoas realojadas, suspensão de energia em 30 casas e aumento de 24 cm no manancial

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Cheia do Rio Juruá provoca retirada de famílias e ativação de escolas como abrigos em Cruzeiro do Sul, enquanto Defesa Civil monitora aumento de 24 centímetros e risco de novos transbordamentos

Três famílias foram retiradas de casa por causa da cheia do Rio Juruá, sendo que duas estão abrigadas em escola municipal, e a outra ficou na casa de parentes.

No abrigo, localizado na Escola Municipal Rita de Cássia, são atendidas 15 pessoas, com fornecimento de refeições e apoio social, e a prefeitura já definiu unidades alternativas caso seja necessário receber mais famílias.

O manancial teve aumento de 24 centímetros nesta quarta-feira (1º) em Cruzeiro do Sul, e a Defesa Civil também aponta elevação em outros rios da região, com risco de novas remoções de moradores, conforme informação divulgada pelo g1

Remoções e estrutura de acolhimento

Conforme informação divulgada pelo g1, Três famílias foram retiradas de casa, sendo que duas estão na Escola Municipal Rita de Cássia, localizada no bairro do Cruzeirão. A terceira família foi encaminhada para casa de parentes.

Ao todo, 15 pessoas já estão no local disponibilizado pela gestão municipal, com capacidade para receber sete famílias. No abrigo serão oferecidos café da manhã, almoço, jantar e atendimento social enquanto durar a necessidade.

A remoção teve início na tarde de segunda-feira, dia 31, e além do recolhimento de moradores houve a suspensão da energia elétrica em 30 residências da área afetada, para segurança e prevenção.

Outros abrigos e suspensão das aulas

A prefeitura indicou outras escolas para receberem desabrigados caso as águas sigam subindo, entre elas: Escola Marcelino Champagnat, no bairro João Alves, Escola Padre Arnould, na AC-405, bairro Nossa Senhora das Graças, Escola Corazita Negreiros, no bairro Telégrafo, e Escola Estadual Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal.

As aulas nessas unidades serão suspensas assim que começarem a receber as famílias atingidas pelo aumento das águas, para garantir atenção às pessoas afetadas e a logística de acolhimento.

Bairros e comunidades atingidos

A Defesa Civil informou que, além do Juruá, os rios Croa, Juruá Mirim e Valparaíso também estão com elevação no nível das águas. Na zona urbana, os locais atingidos são Remanso, Várzea, Olivença, Mitirizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho, São Salvador, Saboeiro Centro.

Nas áreas rurais, as comunidades afetadas são Centrinho, Tapiri, Humaitá do Moa, Praia Grande, Laguinho, Florianópolis, Laguinho do Carvão, Estirão do Remanso, São Luiz, Lago do Sacado, Simpatia e Ramal do Escondido. As vilas atingidas incluem Lagoinha, Assis Brasil e Santa Rosa.

Histórico de cheias e impactos recentes

Historicamente, o período de maior ocorrência de cheias em Cruzeiro do Sul é entre o fim de fevereiro e o início de março, mas há registros também ao longo de abril, e, nos últimos anos, as primeiras retiradas de famílias costumam ocorrer quando o rio atinge entre 13,50 metros e 13,60 metros.

No dia 17 de janeiro deste ano, o município passou por uma cheia que afetou cerca de 1.650 famílias, o que correspondia a, aproximadamente, 6,6 mil pessoas, e, desse total, ao menos 139 famílias ficaram sem energia elétrica e, consequentemente, sem acesso à água potável.

Em episódios subsequentes, o Rio Juruá ultrapassou a cota de transbordo, atingindo 13,12 metros no dia 31 de janeiro, e chegando a 13,49 metros em 2 de fevereiro. A última enchente citada ocorreu no dia 24 de fevereiro, quando o manancial marcou 13,17 metros e atingiu nove bairros e oito comunidades rurais.

A prefeitura decretou situação de emergência no dia 20 de janeiro, e a publicação foi feita seis dias depois, após sequência de chuvas intensas que provocaram o transbordamento dos rios da região, afetando a rotina de moradores da zona urbana e rural.

Monitoramento e próximos passos

A Defesa Civil segue monitorando os níveis dos rios, e a prefeitura mantém abrigos prontos para ampliar o acolhimento caso novas famílias precisem ser removidas. Equipes municipais informam que o fornecimento de alimentação e atendimento social seguirá até que a situação se normalize.

Moradores das áreas ribeirinhas foram orientados a acompanhar comunicados oficiais, e a gestão local reforçou que os abrigos estão preparados para receber pessoas de bairros e comunidades listadas pela Defesa Civil, conforme a evolução do quadro.

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