Cântico islamofóbico em Espanha contra o Egito gera investigação policial, ministro chama de vergonha e pressiona RFEF e árbitro antes da Copa

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Durante amistoso em Barcelona, torcedores entoaram ‘quem não pular é muçulmano’, estádio pediu silêncio, polícia catalã investiga e ministro Félix Bolaños classificou como vergonha

Torcedores espanhóis entoaram um cântico de teor islamofóbico durante o amistoso entre Espanha e Egito realizado em Barcelona.

O estádio acionou o sistema de som para pedir que as vaias e o cântico cessassem, e exibiu uma mensagem no telão tentando conter a situação.

A polícia regional da Catalunha informou que abriu uma investigação sobre os cânticos islamofóbicos e xenófobos, e autoridades reagiram criticamente, conforme informação divulgada pelo g1.

Reações de autoridades e pronunciamento do ministro

O ministro da Justiça, Félix Bolaños, condenou o episódio nas redes sociais, escrevendo, “Insultos e cânticos racistas nos envergonham como sociedade. A extrema-direita não deixará nenhum espaço livre de seu ódio, e aqueles que hoje permanecem em silêncio serão cúmplices”.

A Real Federação Espanhola de Futebol, responsável pela seleção, também publicou uma mensagem em suas redes sociais repudiando os cânticos, que ganharam repercussão nacional e internacional.

Investigação policial e protocolo antidiscriminação

A polícia regional da Catalunha informou que está apurando os cânticos descritos como “islamofóbicos e xenófobos” ouvidos durante a partida, em um procedimento que pode envolver análise de imagens e áudios do estádio.

O episódio poderia ter sido enquadrado no protocolo antidiscriminação da FIFA, que cobre ofensas de cunho racial, religioso e de identidade, porém o árbitro búlgaro Georgi Kabakov não acionou o procedimento durante o jogo.

Alvo dos cânticos e impacto sobre jogadores

Os gritos de torcida atacaram não apenas a religião dos jogadores egípcios, mas também um dos destaques da própria seleção espanhola, Lamine Yamal, que é muçulmano e atuou na partida.

Nascido na Espanha, filho de pai marroquino, o jogador de 19 anos já havia praticado o Ramadã neste ano, e o episódio reacendeu debates sobre segurança e respeito a atletas de diferentes origens.

Consequências possíveis e repercussão

Além da investigação policial, o caso deve seguir em análise por órgãos do futebol, e pode resultar em ações disciplinares se houver enquadramento no protocolo antidiscriminação, com multas ou sanções a torcedores e à organização do evento.

O amistoso entre Espanha e Egito era a última partida preparatória na janela internacional antes da Copa do Mundo de 2026, e o episódio aumentou a pressão por medidas mais firmes contra manifestações racistas em estádios.

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