Indicação de Jorge Messias ao STF: Lula oficializa envio ao Senado, começa tramitação na CCJ e votação secreta, entenda etapas e prazos

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Lula enviou ao Senado a mensagem com a indicação de Jorge Messias ao STF, processo seguirá por sabatina na CCJ, votação secreta na comissão e no plenário

O presidente enviou nesta terça-feira a mensagem formal que comunica ao Senado a escolha do atual Advogado-Geral da União para a vaga no Supremo Tribunal Federal.

A partir do protocolo no Senado terá início a análise pela Comissão de Constituição e Justiça, com sabatina e votação, seguida pela deliberação em plenário, conforme as regras constitucionais e regimentais.

Essa etapa concreta abre o caminho para que, se aprovado pelo Congresso, o indicado assuma a cadeira vazia desde outubro do ano passado, quando o ministro Luís Roberto Barroso anunciou sua aposentadoria, conforme informação divulgada pelo g1.

Como será a tramitação da indicação no Senado

A mensagem presidencial publicada no Diário Oficial dá início ao rito, que prevê a ida do nome à CCJ, a designação de relator, a realização de sabatina, e a votação do relatório na comissão.

Na sequência, o parecer aprovado na CCJ é levado ao plenário do Senado para votação secreta, e, para confirmar a nomeação, é necessário o aval da maioria absoluta, ou seja, 41 votos.

Foram 130 dias entre a declaração do presidente e a formalização do pedido.

Quem é Jorge Messias, indicado para a vaga

Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 45 anos, é natural de Pernambuco e ocupa desde 2023 o cargo de Advogado-Geral da União, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, com mestrado pela Universidade de Brasília, Messias entrou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, e atuou em órgãos como o Banco Central e o BNDES.

No Executivo, ocupou cargos estratégicos, como subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência, e manteve papel na equipe de transição do presidente em 2022, antes de assumir a AGU em janeiro de 2023.

Vaga de Barroso e impacto na Corte

A cadeira deixada por Luís Roberto Barroso está vaga desde outubro do ano anterior. Após aprovação no Senado, o novo ministro tomará posse e herdará o acervo de processos do ex-ministro.

Além disso, o indicado passará a integrar a Segunda Turma do Supremo, o que pode influenciar decisões colegiadas e a dinâmica da Corte.

Próximos passos e expectativa de calendário

Com o envio oficial ao Senado, a CCJ deve marcar a sabatina, escolher relator e votar o parecer, e só depois o plenário realizará a votação secreta, exigindo maioria absoluta para aprovação.

Se aprovado, o resultado é encaminhado ao presidente da República, o decreto é publicado no Diário Oficial da União, e então o STF agenda a posse em plenário, em data a ser definida.

O processo combina aspectos políticos e técnicos, e a avaliação dos senadores na sabatina terá papel determinante para a confirmação do nome indicado pelo Executivo.

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