No primeiro encontro ministerial de 2026, Lula sela a dobradinha com Alckmin, promove mudanças em 14 pastas, e direciona ex-ministros para defender o governo nos palanques regionais
O presidente comandou a primeira reunião ministerial do ano e deixou claro que vai repetir a composição da chapa que venceu em 2022, ao confirmar Geraldo Alckmin como candidato a vice.
Na ocasião, foram anunciadas trocas no comando de 14 ministérios, entre pastas do primeiro escalão, e pedidos para que os agora ex-ministros atuem nas bases regionais em defesa do governo.
As movimentações também vieram acompanhadas do envio ao Senado da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, conforme informação divulgada pelo g1.
Mudanças no ministério e nomes de destaque
O anúncio incluiu alterações em pastas estratégicas. Entraram nomes como Rui Costa, do PT, na Casa Civil, Camilo Santana, do PT, na Educação, Simone Tebet, do PSB, no Planejamento, e Marina Silva, da Rede, no Meio Ambiente.
O presidente determinou que os ex-ministros têm a missão de “defender o governo em seus palanques regionais”, e a troca em 14 ministérios foi apresentada como parte de uma recomposição política com foco eleitoral, e também na gestão dos programas e políticas públicas.
Tom de campanha, comparação com governo anterior e reivindicações
Ao assumir o formato de candidato, Lula e integrantes do governo passaram a comparar as realizações da gestão atual com as do período anterior, apontando esse contraste como a principal estratégia para a corrida eleitoral.
Em duro diagnóstico sobre a política, Lula afirmou que a “política piorou muito”, “virou negócio” e que cargos têm “preço alto”, frases que foram repetidas pela equipe como justificativa para reforçar a narrativa de mudança de rumos em relação ao passado recente.
Indicação ao STF e próximos passos
No mesmo dia, o Palácio do Planalto confirmou o envio ao Senado da indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, como candidato à vaga no Supremo Tribunal Federal, movimento que integra a agenda institucional anunciada na reunião.
O episódio também foi tema do podcast O Assunto, em que Natuza Nery conversou com Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília, para analisar as mensagens por trás das decisões e o tom do discurso governista.
Com as mudanças e o discurso voltado para a comparação com a gestão anterior, o governo inicia uma etapa em que articulação interna, comunicação e a atuação dos novos e antigos titulares serão observadas de perto pelos atores políticos e pelo mercado, enquanto a candidatura oficial tende a se cristalizar nas próximas semanas.
