Big techs que o Irã ameaça atacar e os centros regionais onde concentram escritórios, lojas e serviços, com foco em Dubai, Tel Aviv, Abu Dhabi, Manama e Riad
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou uma ofensiva contra empresas ligadas aos Estados Unidos e divulgou uma lista com 18 alvos, que inclui várias big techs com presença no Oriente Médio.
O comunicado, veiculado pela mídia estatal iraniana, orienta evacuação de funcionários e moradores próximos às instalações citadas, alegando risco imediato.
O levantamento a seguir detalha quais empresas foram mencionadas, onde têm operações regionais e os principais riscos para trabalhadores e infraestruturas, conforme informação divulgada pelo g1.
Quais empresas foram citadas e o teor da ameaça
Segundo o comunicado da Guarda Revolucionária, os alvos são descritos como “as principais instituições atuantes em operações terroristas“, frase usada para justificar a ofensiva.
O texto oficial também traz o alerta direto aos funcionários, dizendo, “Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro“.
Onde ficam as operações das big techs no Oriente Médio
Google mantém escritórios e operações em cidades estratégicas como Dubai, Tel Aviv, Haifa e Abu Dhabi, oferecendo serviços de busca, publicidade digital, nuvem e plataformas como YouTube e Gmail.
Apple concentra sua estrutura regional principalmente em Dubai, e tem lojas físicas em Dubai, Abu Dhabi, Tel Aviv e Haifa, segundo o levantamento.
Microsoft possui escritórios em Dubai e Tel Aviv, e atua com soluções em nuvem, software e serviços corporativos na região.
Oracle mantém presença em várias capitais, incluindo Manama, Cairo, Tel Aviv, Amã, Cidade do Kuwait, Beirute, Mascate e Doha, atendendo clientes corporativos e governos.
Intel concentra operações em Israel, com centros em Haifa, Yakum, Petach Tikva, Jerusalém e Kiryat Gat, voltados a pesquisa e desenvolvimento de semicondutores.
HP tem sua base regional em Dubai, que funciona como centro de vendas e suporte, com atuação em outros países via parceiros e distribuidores.
Cisco opera em vários centros do Golfo, incluindo Dubai, Abu Dhabi, Riad, Jidá, Dhahran, Manama, Doha, Cidade do Kuwait e Mascate, fornecendo equipamentos de rede e segurança.
O que os relatos militares apontam sobre ataques recentes e potenciais riscos
A Guarda Revolucionária afirmou ainda ter atacado alvos militares dos EUA na região, e no mesmo comunicado descreveu a destruição de uma estrutura, dizendo que “ontem, com a superioridade de inteligência do Irã, um centro secreto de comando do Exército dos EUA fora da base de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, foi identificado e destruído. Segundo nossas informações, antes do impacto, cerca de 200 oficiais e comandantes americanos estavam vivos no local”, frase que ilustra a escala que o Irã atribui às ações.
O texto também diz que um alojamento de tropas no Bahrein “foi atingido por um ataque de precisão”, e a Guarda adotou tom crítico em relação a possíveis minimizações pelos EUA sobre os danos.
Em paralelo, o secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em coletiva que presenciou seu Exército abatendo dois mísseis disparados pelo Irã contra “uma sala cheia de oficiais reunidos”, sem fornecer detalhes adicionais, segundo relatos oficiais.
O que isso significa para trabalhadores e operações das big techs
Com hubs concentrados em cidades como Dubai e Tel Aviv, a presença das big techs na região torna escritórios, lojas e centros de suporte vulneráveis em caso de escalada. A orientação iraniana para evacuação em raio de um quilômetro reforça o risco para áreas urbanas próximas a essas instalações.
Empresas multinacionais tendem a responder com medidas de segurança e avaliações de risco, incluindo possíveis suspensão temporária de atividades presenciais, realocação de equipes e suporte a funcionários afetados.
O cenário permanece volátil, com ataques militares e anúncios de retaliação alterando rapidamente a situação de segurança, e trabalhadores e moradores nas áreas citadas sendo aconselhados a seguir orientações oficiais e buscar locais seguros.
