Dólar cai com guerra no Irã, risco no Estreito de Ormuz e dados de emprego no Brasil e nos EUA, petróleo em alta e Ibovespa registra leve alta

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Dólar recua enquanto tensão entre EUA e Irã mantém o petróleo caro, e investidores acompanham JOLTS e Caged para avaliar cenário do câmbio e da bolsa

O mercado financeiro abriu o dia em movimento de cautela, com o dólar perdendo força diante de sinais mistos no cenário internacional e de dados econômicos esperados no Brasil e nos Estados Unidos.

No pregão, “o dólar opera com queda nesta terça-feira (31), recuando 0,48% por volta das 10h20, sendo negociado a R$ 5,2225. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,30%, aos 183.055 pontos.”

As atenções se dividem entre a escalada do conflito no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo, e a divulgação de indicadores de emprego, que podem alterar a percepção sobre juros e risco, conforme informação divulgada pelo g1.

Câmbio e bolsa

Os movimentos do dólar têm relação direta com a aversão ao risco global e com expectativas locais sobre crescimento e emprego. “Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 0,12%, cotada a R$ 5,2477. A bolsa subiu 0,53%, aos 182.514 pontos.”

Os indicadores acumulados mostram os recentes deslocamentos: “Acumulado da semana: +0,12%;Acumulado do mês: +2,21%;Acumulado do ano: -4,39%.” Para o mercado acionário, os números são: “Acumulado da semana: +0,53%;Acumulado do mês: -3,32%;Acumulado do ano: +13,27%.” Esses percentuais ajudam a entender a volatilidade observada nas últimas sessões.

Petróleo e riscos no Oriente Médio

A escalada do conflito entre EUA e Irã mantém os preços do petróleo elevados, influenciando câmbio e inflação global. “Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent subia 2,8%, a US$ 116, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,4%, a US$ 104,34.”

Relatos apontam que “o Irã atacou um petroleiro próximo a Dubai nesta terça-feira,” e que ataques e contra-ataques têm provocado interrupções na produção e no transporte. O transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto da produção mundial, segue sob risco, elevando o prêmio do risco sobre os preços.

Desde o início do conflito, os preços da commodity acumulam alta expressiva, e o impacto já chega ao consumo, pois “o preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 por galão nesta terça-feira,” pressionando custos para famílias e empresas.

Agenda de emprego e impacto para o mercado

Além dos efeitos geopolíticos, a divulgação de indicadores de emprego pode acelerar ou segurar movimentos no câmbio. Nos EUA, investidores aguardam o relatório JOLTS, e “a expectativa é de que o indicador mostre cerca de 6,9 milhões de postos disponíveis em fevereiro.”

No Brasil, a atenção recai sobre o Caged, com projeções que podem influenciar a formação de expectativas sobre atividade e juros. “A expectativa do mercado é de que tenham sido criadas cerca de 270 mil novas vagas formais de trabalho em fevereiro.”

Esses números orientam decisões de alocação de ativos, pois afetam previsões de inflação e de política monetária, que por sua vez impactam o dólar e o Ibovespa.

O que observar nas próximas horas

Operadores devem acompanhar a evolução dos confrontos no Oriente Médio, a leitura dos preços do petróleo, e a confirmação dos dados de emprego, pois a combinação desses fatores tende a determinar direção de curto prazo do dólar e da bolsa.

Com informações da agência de notícias Reuters, e conforme informação divulgada pelo g1.

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