Operação da PM e do Ibama destrói cinco pontos de garimpo ilegal no Rio das Velhas, incinera balsas, apreende mercúrio e registra vazamentos em Nova Lima, Raposos e Rio Acima

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Polícia Militar e Ibama desativam e incineram cinco balsas usadas no garimpo ilegal no Rio das Velhas, em Nova Lima, Raposos e Rio Acima, durante fiscalização que constatou poluição e ausência de licenças

Uma ação conjunta da Polícia Militar e do Ibama retirou do Rio das Velhas equipamentos usados em extração irregular de ouro, interrompendo atividades que alteravam o leito e as margens do rio.

Os agentes encontraram balsas em operação, materiais perigosos e registros de vazamentos, medidas que motivaram a destruição dos equipamentos e a lavratura de autos de infração.

As informações sobre a operação e as apreensões foram divulgadas pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1.

Como funcionava a extração

Segundo a fiscalização, o método consistia na sucção do material do fundo do rio, com mergulhadores equipados com cilindros de oxigênio usando mangueiras para sugar a areia, enquanto um operador controlava motor e bomba da balsa.

Os sedimentos sugos passavam por uma peneira para separar a areia fina, onde o ouro é encontrado, das pedras maiores, que eram descartadas no próprio rio, provocando aumento da turbidez e poluição da água.

O que foi apreendido e destruído

Durante a fiscalização, os agentes localizaram cinco balsas em operação, todas sem licença, e as balsa foram desativadas e destruídas por incineração com acompanhamento do Ibama, que emitiu o laudo técnico de destruição.

Em uma das balsas, os agentes apreenderam mercúrio, substância altamente tóxica, e também foram encontrados vazamentos de óleo diesel e resíduos oleosos, inclusive com manchas no piso das balsas, configurando crime de poluição ambiental.

Impacto, responsabilização e quadro legal

De acordo com a polícia, os garimpeiros fugiram para a mata no momento da fiscalização e não foram localizados. A atividade teria ocorrido de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, com estimativa de retirada de 25 a 30 gramas de ouro por semana em cada balsa.

A Polícia Militar apontou que o garimpo ilegal no Rio das Velhas configura crimes ambientais previstos na Lei Federal 9.605/1998, além do crime de usurpação de bem mineral pertencente à União, conforme a Lei 8.176/1991, e ainda infrações administrativas previstas em decreto estadual.

As ações de destruição das balsas e as apreensões buscam inibir o desmonte continuado do leito do rio e os riscos à saúde pública e ao ecossistema, dado o uso de mercúrio e a devolução ao rio de água sem tratamento.

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